A Conferência Geral de outubro de 2025 foi marcante para os santos dos últimos dias, pois ocorreu logo após o falecimento do profeta da Igreja, o Presidente Russell M. Nelson. Além disso, também ficou marcada por ter sido a última conferência do nosso amado Élder Jeffrey R. Holland, que nos deixou em dezembro do mesmo ano.
Em meio ao luto, pudemos aprender várias coisas preciosas por meio das palavras de nossa liderança. Alguns assuntos se destacaram e marcaram os membros da Igreja ao redor do mundo.
A família em um mundo em mudança
Um dos temas que mais chamou a atenção foi a família.
Em meio a tantas “novidades” que o mundo vem tentando impor aos santos, o Élder Rasband e o, naquele momento, presidente interino da Igreja, Presidente Oaks, falaram sobre o assunto trazendo luz ao marco de 30 anos do documento “A Família: Proclamação ao Mundo” e sua origem divina.
Ambos os discursos abordaram a posição da Igreja em relação à família e como isso se contrapõe aos padrões relacionados à atividade sexual no mundo atual. Também destacaram a felicidade que podemos receber ao nos esforçarmos para viver o que está descrito nessa proclamação.
O Presidente Oaks declarou:
“É fundamental que os santos dos últimos dias não percam sua compreensão do propósito do casamento e da importância dos filhos.”

O chamado para sermos pacificadores
Um assunto que retornou com força na conferência de outubro de 2025, após o Presidente Nelson declarar, na conferência de abril de 2023, que “precisa-se de pacificadores”, foi o convite para levarmos paz a todas as nossas interações com os filhos de Deus.
Os élderes Gary E. Stevenson e Ulisses Soares abordaram esse tema em seus discursos.
O Élder Stevenson ensinou três lugares onde um santo dos últimos dias pode promover a paz. Em um mundo decaído, onde tudo gira em torno de conflitos, podemos ser pacificadores em nossos corações, em nosso lar e em nossa comunidade.
Já o Élder Soares falou sobre a temperança, que está intrinsecamente ligada ao ato de ser pacificador, sendo uma base fundamental para promover a paz. Ele deixou um testemunho que ficou marcado em nossos corações:
“Testifico solenemente que a busca constante pela temperança purifica a alma e santifica o coração diante do Salvador, conduzindo-nos suavemente para mais perto Dele e preparando-nos, com esperança e paz, para aquele dia glorioso em que O encontraremos em Sua Segunda Vinda.”

Recomeços, fé e um convite pessoal
Os discursantes também falaram sobre recomeços, fortalecer nossos testemunhos, servir com verdade e desejo sincero no coração e incluir todos na obra do Senhor.
Algumas citações marcaram corações em vários lugares do mundo:
“Aprendi que o desejo de se reconciliar com Deus deve ser acompanhado do desejo de se arrepender. Arrepender-se e vivenciar as bênçãos da Expiação de Jesus Cristo levam à fé inabalável.”
Kelly R. Johnson — Reconciliar-se com Deus
“Vocês podem recomeçar com o poder do Mestre dos recomeços. Ele nunca se cansa de nos oferecer recomeços.”
Patrick Kearon — Jesus Cristo e o recomeço para nós
“Que cada ato de adoração e serviço seja sincero e intencional. Deixem de lado as distrações deste mundo e se esforcem para dedicar um tempo significativo para o Senhor todos os dias de sua vida.”
Ronald M. Barcellos — O Senhor olha para o coração
“Não haverá necessidade de alguém nos dizer para onde devemos ir. Na presença do Senhor, reconheceremos o que escolhemos nos tornar na mortalidade e saberemos por nós mesmos onde estaremos na eternidade.”
David A. Bednar — Eles são seus próprios árbitros
“Quer estejamos passando por uma catástrofe como a de Jonas, ou enfrentando os desafios diários de um mundo imperfeito, o convite é o mesmo: não abandonem a sua própria misericórdia.”
Élder Matthew S. Holland — Não abandonem a sua própria misericórdia
“Sabemos que apenas nossos esforços não podem nos tornar celestiais. Mas eles podem nos tornar leais e comprometidos a Jesus Cristo, e Ele pode nos tornar celestiais.”
Élder Dieter F. Uchtdorf — Façam sua parte de todo o coração

Testemunho, pertencimento e responsabilidade
Tivemos também o discurso eloquente e poderoso do Élder Kevin G. Brown, dos Setenta. Foi maravilhoso ouvir seu testemunho e um pouco de sua história.
Mesmo tendo passado por situações difíceis que poderiam ter abalado sua fé, ele se manteve firme por meio de uma experiência com o Espírito Santo. Seu exemplo nos fez refletir sobre nossa responsabilidade de impactar outras pessoas com nosso próprio testemunho.
“Um testemunho não deve ter data de validade. Não deve enfraquecer ou diminuir porque algo em minha vida ou no mundo mudou. Deve ficar mais forte porque, assim como os talentos do servo na parábola dos talentos, meu testemunho pessoal é um dom a ser multiplicado, não enterrado.”
Kevin G. Brown — O eterno dom do testemunho
O Élder Gong, com seu jeitinho doce, também nos ensinou que, na caminhada que nos leva ao Salvador, ninguém pode ficar sozinho:
“O pertencimento por convênio se aprofunda à medida que nos aproximamos uns dos outros e do Senhor em Sua estalagem. O Senhor abençoa a todos nós quando ninguém se senta sozinho. E quem sabe? Talvez a pessoa ao lado de quem nos sentarmos pode se tornar um excelente amigo inesperado.”
Gerrit W. Gong — Ninguém se senta sozinho

Um testemunho final que marcou a todos
Um dos momentos mais emocionantes de toda a conferência foi o último discurso do Élder Jeffrey R. Holland, em uma Conferência Geral, antes de seu falecimento.
Houve algo diferente naquele momento. Era como se, de alguma forma, o apóstolo do Senhor soubesse que aquele seria seu último discurso em uma conferência geral. Suas palavras carregavam um peso, uma ternura e uma profundidade que tocaram o coração de milhares de pessoas ao redor do mundo.
Ao prestar sua homenagem ao Presidente Nelson e reconhecer as dores e tragédias do mundo, ele nos conduziu a uma reflexão profunda sobre fé, evidência espiritual e o poder de reconhecer a mão de Deus, mesmo quando os meios parecem simples ou inesperados.
Ao falar sobre o milagre do homem cego em João 9, ele ensinou que Deus pode usar instrumentos simples, até improváveis, para realizar Seus propósitos. E então fez uma conexão poderosa com o Livro de Mórmon, testemunhando de forma pessoal o impacto que essa escritura teve em sua vida:
“O impacto que o Livro de Mórmon teve em minha vida não é menos milagroso para mim do que a aplicação de saliva e barro nos olhos do homem cego.”
Mas foi ao final de seu discurso que muitos corações foram tocados. Com humildade e autoridade, ele compartilhou seu próprio testemunho, reconhecendo sua jornada de vida e fé:
“Daqui a dois meses, completarei 85 anos. Estive à beira da morte e voltei. Já caminhei ao lado de reis e profetas, presidentes e apóstolos. E a melhor parte, às vezes, fui dominado pelo Espírito Santo de Deus.”
Seu testemunho foi simples, mas cheio de poder. Ele reafirmou, com convicção, que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é verdadeira, não por teoria, mas pela evidência espiritual que acumulou ao longo de toda a sua vida.
E, em um momento que ficará marcado na memória de muitos, ele concluiu com as palavras do hino “Sublime Graça”, deixando um sentimento de reverência, gratidão e fé renovada:
“Sublime graça me salvou,
Que doce som ouvi!
Da escuridão me resgatou
E Sua luz eu vi.”
Foi mais do que um discurso. Foi um testemunho final que fortaleceu e reavivou a fé de incontáveis pessoas ao redor do mundo.
Um lembrete final
Para concluir esses destaques, vale guardar no coração as palavras do Élder Cook, que nos lembram que estamos vivendo os últimos dias.
Ele nos convida a ter um senso de urgência ao amar mais o próximo, preparando-nos e ajudando outros a se prepararem para o Grande Dia do Senhor:
“À medida que o Senhor acelera Sua obra, devemos amar, nutrir e servir às pessoas que aceitam Seu evangelho. Podemos ajudar a edificar um povo de Sião para que sejamos ‘unos de coração e vontade e [vivamos] em retidão’.” Quentin L. Cook — O Senhor está acelerando Sua obra
Esses são apenas alguns dos ensinamentos dessa conferência. Para ler todos os discursos na íntegra, acesse o site oficial da Igreja e revisite cada mensagem com calma.
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