Eu tive que olhar duas vezes. Eu estava esperando meu sogro entrar na capela. Ele estava visitando o estado nos feriados. Mas o Élder Dallin H. Oaks? Eu pisquei e olhei novamente.
Era verdade, meu sogro entrou na capela com o apóstolo, os dois conversando como se fossem velhos amigos. Papa Mortenson acenou para nós, e Élder Oaks acenou também. Eles se separaram quando meu sogro encontrou um assento na congregação e Elder Oaks caminhou até o púlpito para apertar a mão do bispado que estava surpreso.
Eu senti como se estivesse em um filme de super-heróis descobrindo que eu tinha sentidos super-elevados. Fiquei consciente do meu corpo. O quão estranhas e suadas minhas mãos estavam. O sono que eu sentia por causa de um jantar familiar que durou até mais tarde. O som do meu cabelo passando na parte de trás do meu casaco.

Élder Oaks é uma pessoa real
Sentindo todas essas coisas, vi Élder Oaks sentado no púlpito enquanto esperava que a reunião começasse. E isso me atingiu: “Ele é uma pessoa real.”
Isso pode parecer um pouco estranho, mas certamente não sou o único que tende a esquecer que outras pessoas têm suas próprias almas e têm pensamentos internos incorporados dentro de carne e ossos?
Especialmente quando é alguém como Élder Oaks, que só o vejo por meio de uma TV ou tela de computador. Tais indivíduos podem parecer menos tangíveis – como se eles existissem somente como uma ideia ou um conceito. Muitas vezes, eu não imagino que eles podem estar sentindo calor com seus paletós ou que estão sentindo uma cócega na garganta ou podem sentir as fibras de um livro de hinos ao virarem as páginas.
Mas lá estava ele, um apóstolo do Senhor. Mais tarde, quando ele sentou a uma cadeira de distância de mim na Sociedade de Socorro, eu pude ouvir sua voz durante o hino de encerramento.
Jesus Cristo ao meu lado
Ao ponderar sobre isso eu lembrei que Cristo também tem um corpo. Ele realmente vive. Ele é um ser vivo. Se Ele estivesse aqui, Ele sentaria ao me lado e colocaria Seus braços em minha volta. Eu seria capaz de sentir o conforto de Seu abraço.
Claro, eu sempre soube que Jesus Cristo tinha um corpo, mas isso nunca tinha tocado minha alma daquela maneira.
Lágrimas vieram aos meus olhos quando imaginei Cristo ao meu lado em uma variedade de situações cotidianas. Tudo mudou quando eu parei para imaginá-lo se aproximando para me dar um abraço em um momento de estresse, sussurrando no meu ouvido quando eu não soubesse o que dizer, ou vendo a expressão de amor em Seu rosto quando eu estivesse com dificuldades.
Em Lucas 24:39, Jesus diz aos discípulos:
“Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho”.
Embora a maioria de nós não tenha a oportunidade de “contemplar” o Salvador com os nossos olhos físicos nesta vida, acho notável que a definição de “contemplar” também inclua a percepção através do entendimento, ou seja, percebendo mentalmente.
A presença física de Cristo
Mentalmente, contemplar a presença física de Cristo pode aumentar nossa capacidade de reconhecer Sua influência em nossas vidas. A frase “O que Jesus faria?” É mais fácil de se responder quando o imaginamos na nosso lugar e interagindo com as pessoas com as quais nos associamos.
Enquanto eu cantava com o coro da Ala para o programa de Natal naquele Domingo, fiquei consciente de que um apóstolo estava na sala. Eu coloquei energia adicional em cada música, esperando secretamente que, se o Élder Oaks visse meu rosto, ele poderia ver luz e convicção.
De forma semelhante, quando pensamos que Cristo está fisicamente presente em nossas vidas, isso nos ajuda a ser mais comprometidos e conscientes em nossos esforços para ser como Ele. Como a letra do hino da Primária: “If the Savior Stood Beside Me” (Se ao Meu Lado Estivesse o Salvador) sugere, devemos viver nossas vidas como se o Salvador estivesse perto de nós porque, na realidade, Ele sempre está.
Pensar nessa forma nos ajuda quando sentimos que nossa força é minada, nossos espíritos estiverem confusos ou nossos corações sobrecarregados. Na minha experiência, é mais fácil confiar no Salvador e dar o meu fardo a Ele quando eu o imagino me segurando, tomando minha mão para me guiar ou olhando em meus olhos para dar palavras reconfortantes.
Ao nos prepararmos para a temporada de Natal de 2017, vamos tomar o tempo para contemplar o Cristo Nascido e refletir sobre a cena do presépio como uma realidade física. Deixe Cristo caminhar com você. Deixe-o envolvê-lo em seus braços e guiá-lo em sua missão – porque Ele vive.
Fonte: LDS Living
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