Há momentos na vida em que paramos para refletir sobre o nosso verdadeiro valor e o nosso propósito eterno. Lembro-me claramente de uma época em que, com 27 anos, eu me cobrava demais. Tentava equilibrar todas as expectativas que a sociedade impõe e, no meio desse turbilhão, acabava perdendo de vista o que realmente importava.

Hoje, na minha rotina como esposa, mãe e mulher, percebo que a resposta para as nossas maiores angústias sempre esteve bem perto: em um relacionamento sincero e constante com o Senhor.

A nossa verdadeira essência nunca será definida pelo que ouvimos do mundo. Ela foi definida pelo nosso Criador muito antes de nascermos. Criar uma relação pessoal entre o “meu eu mulher” e Deus me ajuda a viver com um propósito muito maior do que eu mesma. Nessa busca por me encontrar, descobri que todas nós fomos chamadas para ser luz.

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A mais elevada posição de honra

Muitas vezes, a sociedade tenta ditar o valor da mulher, estabelecendo padrões baseados em sucesso secular ou aparências que mudam a cada estação. No entanto, o evangelho nos ensina algo infinitamente mais belo e seguro. Como ensinou o Presidente James E. Faust: 

“Uma das mais grandiosas bênçãos da humanidade é o fato de a mulher justa poder ocupar “a mais elevada posição de honra” e ser “a obra mais perfeita de Deus”.

Isso significa que o nosso valor real não se baseia em métricas temporais. Para merecer e ocupar essa posição sublime, precisamos cultivar as virtudes que sempre inspirarão o respeito e o amor. 

A palavras do Presidente Faust ecoam perfeitamente a sabedoria das escrituras em Provérbios 31:10

“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubis.”

Mulheres de Deus, não do mundo

Em nossa rotina, é muito fácil nos distrairmos. Em conversas com amigas quer sejam mães ou não, solteiras ou casadas, quer tenham um trabalho formal, sejam empreendedoras ou do lar, o desafio é sempre o mesmo: um dia com apenas 24 horas nunca é suficiente. E, assim como temos a companhia do Espírito Santo, o adversário também trabalha para conhecer as nossas fraquezas e saber exatamente onde tentar nos desviar do caminho.

A irmã Sheri L. Dew alertou de forma muito clara sobre como somos atraídas pelo que é passageiro: 

“Satanás nos tenta com prazeres e preocupações momentâneas: Nossa conta bancária ou nosso status social, nosso guarda-roupa e até com a medida de nossa cintura, porque sabe que onde estiver o nosso tesouro, ali estará o nosso coração”.

Achegar-nos a Cristo exige uma ação decisiva. Precisamos escolher, todos os dias, a quem vamos servir e onde colocaremos o nosso foco. A irmã Dew continua com o seguinte conselho:

“A única maneira de nós vencermos o mundo é achegando-nos a Cristo. E achegar-nos a Cristo significa afastar-nos do mundo. Significa colocarmos Cristo e somente Cristo no centro de nossa vida, de modo que as vaidades e filosofias dos homens percam seus atrativos tentadores.”

Quando focamos apenas nas aparências, perdemos a nossa essência. Como lemos na Bíblia:

 “Enganosa é a graça, e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.”

ter fé

Uma força da que vem da fé em Deus

Quando entendemos plenamente quem somos perante Deus, encontramos uma força que o mundo não consegue compreender. Uma das nossas maiores dádivas é a nossa feminilidade, mas precisamos entender o que ela realmente significa aos olhos do Senhor.

O Presidente Faust explicou

“A feminilidade não se resume a batom, penteados da moda e roupas elegantes. É o adorno divino da humanidade e encontra sua mais nobre expressão nas suas qualidades, na sua capacidade de amar, sua espiritualidade, delicadeza, luminosidade, sensibilidade, gentileza, criatividade, charme, graciosidade, dignidade e força sutil.”

É com essa força sutil, espiritualidade e capacidade de amar que construímos lares seguros para as nossas famílias e comunidades. Essa é a verdadeira sabedoria descrita em Provérbios 14:1

“Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a derruba com as suas mãos.”

Não estamos aqui para competir com os padrões irreais da sociedade atual. Temos um chamado muito mais nobre:

“Não somos mulheres do mundo. Somos mulheres de Deus. E as mulheres de Deus serão algumas das maiores heroínas do século vinte e um.” 

Mulher caminha em um jardim em direção à luz.

Ser uma luz e um estandarte

O nosso propósito nesta terra é verdadeiramente magnífico. Não fomos chamadas para nos escondermos, mas para iluminarmos os lugares onde o Senhor nos colocou.

Ao falar sobre a união e o poder das mulheres na Igreja, a irmã L. Dew declarou: 

“Deus. Somos mulheres de fé, virtude, visão e caridade, que nos regozijamos em nossa condição de mãe e mulher em nossa família. Não nos desesperamos em relação à perfeição, mas estamos trabalhando para tornar-nos mais puras. E sabemos que na força do Senhor podemos fazer todas as coisas justas, porque estamos imersas em Seu evangelho. (Ver Alma 26:12.) Repito, não somos mulheres do mundo, somos mulheres de Deus destes últimos dias.”

Ao procurarmos viver lado a lado com o Senhor e abraçarmos a nossa identidade como mulheres e filhas Dele, teremos o poder de influenciar as pessoas ao nosso redor. A nossa luz não pode ser escondida. Assim como Boaz reconheceu a bondade de Rute, o mundo reconhecerá a nossa fé: 

“Agora, pois, minha filha, não temas; tudo quanto disseste te farei, pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa.”

Quando o cansaço bate e as 24 horas parecem curtas demais, lembro a mim mesma de que não preciso ser perfeita, apenas constante. Hoje, em meio às listas de tarefas que nunca acabam, escolho me apegar à simplicidade e ao poder do meu relacionamento entre a mulher que me torno a cada dia e Deus. É essa certeza íntima de sermos Suas filhas que nos dá paz para seguir em frente.

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