Para Kayla Shaylene, bailarina e membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a disciplina não começa quando a música toca no estúdio. Ela começa muito antes, nas decisões pequenas, constantes e intencionais que fazem parte do seu dia a dia.
Entre essas decisões, há uma que, para ela, é inegociável: honrar o uso do garment como parte de seu relacionamento pessoal com Deus, mesmo vivendo uma rotina fisicamente exigente sendo bailarina.
Kayla não fala de regras rígidas nem de comparações com outras pessoas. Ela fala de intenção. De lembrar por que usa o garment e de como esse compromisso continua tendo um lugar real em sua rotina, mesmo quando sua profissão exige roupas específicas, movimentos intensos e longas horas de ensaio.

Quando o corpo se move, a fé também se adapta
Ser bailarina envolve treinos diários, ensaios prolongados e figurinos que nem sempre permitem o uso do garment durante a atividade física. Diante disso, Kayla adotou um princípio simples, porém significativo: vestir garment o mais rápido possível.
Por isso, ela chega ao estúdio usando o garment, troca-se pouco antes de iniciar a aula ou o ensaio e volta a colocá-lo antes de sair. Não como um peso, mas como um lembrete. O garment não é algo que ela abandona.
Essa prática revela como é possível viver a fé com equilíbrio, mesmo em contextos que exigem adaptações temporárias, sem perder de vista os convênios feitos com Deus.
Escolher com intenção também faz parte do testemunho
Kayla também faz escolhas conscientes em relação às roupas que usa para treinar. Evita collants muito decotados, peças que deixam o abdômen à mostra ou completamente abertas nas costas. Não porque alguém a obrigue, mas porque deseja que suas escolhas reflitam aquilo que ela valoriza espiritualmente.
Para ela, essas decisões não limitam sua arte nem seu desempenho. Pelo contrário. Elas a ajudam a manter claro o propósito por trás de seus convênios, mesmo em um ambiente onde nem todos compartilham de suas crenças.
A relação entre bailarina e garment, nesse contexto, não é de conflito, mas de coerência, uma forma prática de alinhar fé, identidade e vocação.

Voltar a vestir o garment também é voltar ao centro
Algo que Kayla compartilha com naturalidade é a gratidão que sente toda vez que volta a vestir o garment após o treino. Ela não encara esse momento como uma obrigação automática, mas como um ato consciente.
Esse gesto a lembra de quem ela é, do que prometeu e das razões pelas quais fez esses convênios. Segundo ela, essa prática a ajuda a manter o foco correto. Não se trata apenas de cumprir, mas de priorizar. Quando algo é realmente importante, isso se reflete na maneira como organizamos nossa vida ao redor desse compromisso.
Fé que se vive, não que se exibe
A história de Kayla não pretende ser um modelo universal. É simplesmente o testemunho de alguém que aprendeu a integrar sua fé à sua vocação, sem dramatizá-la nem escondê-la. O evangelho nem sempre se manifesta em grandes declarações públicas, mas em decisões silenciosas, consistentes e cheias de significado.
No caso dela, o balé não compete com sua fé. Eles coexistem. Ajustam-se. Respeitam-se. E é nesse equilíbrio que Kayla encontrou uma maneira honesta de continuar dançando, sem perder de vista aquilo que é eterno.
Fonte: TikTok
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