A vida pode trazer, ao mesmo tempo, adversidades e triunfos à medida que carregamos nossos fardos exclusivos e fazer o nosso melhor para viver o Evangelho.
Em um post recente do Facebook, o Élder Jeffrey R. Holland compartilhou um trecho de seu discurso, Carregar os fardos uns dos outros, como Deus está ciente dos fardos que cada um de nós carrega e como Ele pode nos fortalecer quando fazemos algo simples.
“Deus está ciente de nossos fardos e de que vai nos fortalecer para que fortaleçamos outras pessoas. Isso não significa que nossos problemas vão sempre desaparecer ou que o mundo repentinamente será envolto em paz. No entanto, suas orações estão sendo ouvidas. O mesmo se dá com as orações do viúvo, do divorciado, do solitário, do sobrecarregado, do viciado, do enfermo, do desesperado — de todos.”

Quando Deus não remove o fardo, Ele envia força
A mensagem compartilhada pelo Élder Holland toca em uma realidade profunda da vida cristã: nem sempre Deus remove nossos fardos imediatamente, mas Ele nunca nos abandona enquanto os carregamos. Em vez de prometer uma vida sem dor, o Senhor promete presença, força e consolo — muitas vezes por meio de outras pessoas.
Essa verdade muda nossa perspectiva sobre sofrimento. Em vez de perguntarmos apenas “por que isso está acontecendo comigo?”, somos convidados a refletir: “quem o Senhor pode me ajudar a fortalecer, mesmo em meio às minhas próprias lutas?” É nesse movimento de olhar para fora que encontramos propósito, mesmo quando a jornada continua difícil.
Ao ensinar que Deus nos fortalece para que fortaleçamos outros, o Élder Holland relembra que o discipulado cristão não é solitário. Somos parte de uma comunidade de fé, chamada a agir com compaixão, empatia e presença real. Às vezes, carregar o fardo do outro não significa resolver o problema, mas simplesmente estar ali, ouvir, chorar junto, caminhar lado a lado.
Essa é uma das formas mais claras de vivermos a Expiação de Jesus Cristo em nosso dia a dia. Quando escolhemos não ignorar a dor alheia, tornamo-nos instrumentos do consolo divino. Pequenos gestos, palavras sinceras e atos silenciosos de amor podem ser respostas diretas às orações de alguém que se sente invisível ou esquecido.
Em um mundo cada vez mais marcado pelo isolamento, a mensagem do Élder Holland soa como um chamado urgente: ninguém deve caminhar sozinho. Ao carregarmos os fardos uns dos outros, aproximamo-nos mais do Salvador, Aquele que conhece perfeitamente cada dor e promete caminhar conosco, até mesmo nos vales mais sombrios.
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