Você já sentiu o poder de ouvir o silêncio?

Crianças gritando. Prazos no trabalho. Arroz queimado. Contas de energia inesperadas. Um dente quebrado. Estas são algumas das situações de nosso dia-a-dia. Pode ser difícil ser resiliente e feliz diante dessas pressões.

E depois, há os momentos mais graves, como o diagnóstico de um câncer, um acidente ou a morte traumática de um ente querido.

Como um indivíduo pode prosperar e não apenas sobreviver durante a vida?

O Senhor sabe exatamente as respostas para essa pergunta. Nós reconhecemos isso. Ele está nos guiando e deseja que descubramos por nós mesmos todas as respostas que Ele está tão disposto a nos dar.

Também sabemos disso. Mas às vezes eu pessoalmente esqueço o quão prontamente pude encontrar o que estava procurando por meio da paz.

Às vezes, meu coração parece barulhento, acelerado, uma confusão de emoções. Você também já se sentiu assim?

Em momentos como este, as soluções nas escrituras me ajudam muito a encontrar o silêncio necessário para que eu possa sentir paz.

Ler os discursos da conferência geral e compará-los com discursos anteriores também me ajuda a ver um padrão de segurança e verdade, que pode acalmar minha alma nos dias que escolho seguir esse padrão.

As palavras do Senhor me dão o poder capacitador para cuidar das feridas e lágrimas da minha vida, de uma maneira que nenhum remédio ou curativo mortal podem fazer.

Existem também formas físicas de apoio e paz que o Senhor compartilha tão generosamente conosco, Seus filhos amados.

Aprendi uma dessas formas de sentir paz com meu filho mais novo e adoraria compartilhá-la com você.

Para ilustrar, anos atrás desci as escadas um dia e encontrei Stephen, meu filho de sete anos, esticado no sofá, em silêncio. Fiquei preocupada. Ele era um menino ativo.

O que poderia mantê-lo tão quieto no sofá? Até onde me lembro, a conversa que tivemos foi mais ou menos assim:

“Você está bem?” perguntei.

Meu filho simplesmente acenou com a cabeça para cima e para baixo.

“O que você está fazendo?” eu disse.

Ele respondeu: “Ouvindo”.

“Ouvindo o quê?”

“O silêncio”.

Aquela conversa me tocou de uma maneira que considero difícil de articular sobre ela até hoje. Eu sorri para ele e saí da sala para que ele pudesse continuar a ‘ouvir’. E então me perguntei: “Quantas vezes eu ouço ‘o silêncio’?”

Comecei a reservar um tempo em meus dias para fazer o mesmo que meu querido filho. Fiquei tão impressionada com a sensação de estar em uma sala silenciosa.

Então, vou descrever como eu faço isso. Defino um cronômetro entre cinco a dez minutos. Sento-me no sofá, na varanda ou no carro e ligo o cronômetro. E então não penso em mais nada. Não faço nada. Eu simplesmente ‘ouço o silêncio’.

Descobri que essa simples experiência é uma das mais extraordinárias e restauradoras experiências que já tive.

E quanto mais me lembro de incorporar esses momentos em minha rotina, mais tranquilidade encontro.

Tenho compostura e calma. Meu temperamento é mais passivo, e especialmente durante uma situação difícil, isto se torna ainda mais natural para mim. Por quê?

Porque a beleza da quietude que sinto durante aqueles breves momentos de silêncio se tornam mais inerentes a minha natureza.

Aquele espaço de silêncio pode se tornar o meu escape, o que faz com que todos os envolvidos se sintam melhor.

Cientistas e pesquisadores podem chamar essa pratica de ‘escutar o silêncio’ de uma forma de atenção plena ou podem classificar como uma forma de meditação.

Para mim, nada disso importa. Sei que em minha escolha de ‘ouvir’, descobri que tenho mais resiliência quando me encontro em situações de estresse e pressão durante meu dia.

Por alguma razão, ao reservar somente alguns minutos para ouvir o silêncio, o resto do meu dia agitado e barulhento não me incomoda ou machuca como costumava fazer.

E você? Já parou para ouvir o silêncio? Como foi a sua experiência? Compartilhe conosco!

Fonte: Meridian Magazine

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