Quando um jovem estava prestes a sair da prisão, ele já tinha feito planos para se mudar para uma determinada cidade, havia pago a taxa e recebido aprovação para a mudança, sua família havia reservado um lugar para ele morar, e ele já tinha um emprego garantido.

Então, três dias antes de sua liberação, a autorização para mudança foi revogada. O condado onde ele havia cometido o crime queria que ele permanecesse ali mesmo, para que pudessem monitorar o cumprimento das regras de liberdade condicional por 12 meses antes de permitir sua mudança para outro condado. Ele ficou devastado, arrasado e com raiva. Seus companheiros de encarceramento ofereceram apoio, simpatia e soluções.

Uma das soluções foi criar um plano alternativo. Sua família, mesmo com tão pouco tempo, poderia ajudá-lo a encontrar um lugar para morar e um trabalho. Sua família já estava oferecendo apoio emocional e financeiro. Ele já havia se comprometido a cumprir as regras da liberdade condicional. E também havia prometido a si mesmo e aos seus familiares que nunca mais faria nada que o levasse de volta à prisão.

Como ele poderia fazer esse plano alternativo funcionar? Para trazer uma nova perspectiva, um colega mais velho disse: “Eu ainda tenho mais 14 anos de pena. Eu trocaria de lugar com você sem pensar duas vezes!” Outros também lembraram que qualquer dia ruim fora da prisão é sempre melhor do que um bom dia dentro dela.

Com que frequência reagimos de forma exagerada quando as coisas não saem como planejamos? O quanto seríamos mais calmos se tivéssemos um plano B? Quanta ansiedade a menos sentiríamos se planejássemos o melhor e nos preparássemos para o pior?

Aqui estão algumas sugestões que podem ser úteis ao fazermos planos:

1. Faça planos, mas não se perturbe com coisas que estão fora do seu controle.

Tenha um plano alternativo. Quando minha esposa e eu servimos uma missão na BYU-Hawaii, podíamos acordar pela manhã com sol e céu azul. Mais um ótimo dia nesse belo paraíso tropical!

Mas sempre levávamos um guarda-chuva, porque poderiam surgir chuvas inesperadas. Tínhamos um plano alternativo, e o usamos muitas vezes. Aprendemos que as chuvas frequentes são o que tornam o Havaí tão maravilhosamente verde!

2. Prepare-se bem, visualize o sucesso e ensaie seu plano.

Se as coisas não saírem como esperado, passe para o plano B, ou plano C. Não desanime. Seja flexível. Quando Néfi e seus irmãos falharam duas vezes ao tentar obter as placas de latão de Labão, Néfi não desistiu. Ele aprendeu a confiar no Senhor e foi “guiado pelo Espírito, não sabendo de antemão o que deveria fazer.” (1 Néfi 4:6). E o Senhor o ajudou a obter as placas de latão.

3. Pergunte a si mesmo: “Qual é o pior que pode acontecer?” e planeje sua resposta.

E se planejarmos um encontro, um casamento, uma viagem ou uma reunião, e as coisas não saírem bem, nosso plano alternativo não funcionar e precisarmos simplesmente passar pela experiência? Em vez de ficarmos devastados, arrasados ou com raiva, como podemos transformar a situação em uma oportunidade de aprendizado?

4. Confie no plano do Senhor e permaneça fiel aos seus convênios.

Se as coisas não saírem como planejado, talvez exista uma bênção maior e um plano mais importante do que o nosso. Quando José do Egito foi vendido como escravo por seus irmãos, ele poderia ter alimentado sentimentos de vingança, poderia ter cedido à tentação da esposa de Potifar, poderia ter se revoltado quando foi lançado na prisão por fugir dessa tentação.

Ainda assim, ele confiou no Senhor e permaneceu fiel aos seus convênios. A bênção maior e o cumprimento desse plano mais importante vieram 22 anos depois! Quando José se revelou a seus irmãos, disse: “Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida Deus me enviou adiante de vós… Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, mas Deus…” (Gênesis 45:5, 7–8).

Colher os frutos da fé

Em todos os nossos planos, podemos aprender a ter fé e confiar no Senhor, mesmo em tempos de incerteza e provação. O élder Richard G. Scott, do Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou: “(…) jamais duvide da realidade da fé. Você colherá os frutos da fé se seguir os princípios que Deus estabeleceu para sua utilização.”

O Élder Scott compartilhou estes princípios que podem ser aplicados ao nosso planejamento:

“Confiar em Deus e em Sua disposição de prover-nos auxílio quando necessitarmos, não importando quão difícil seja a situação.”

“Obedecer a Seus mandamentos e viver de modo a demonstrar que Ele pode confiar em você.”

“Estar atento aos serenos sussurros do Espírito.”

“Agir corajosamente e seguir esses sussurros.”

“Ser paciente e compreensivo quando Deus permitir que você tenha dificuldades na vida para que cresça e quando as respostas vierem aos poucos ao longo de um período prolongado de tempo.”

Que o Senhor continue a nos abençoar enquanto planejamos, nos preparamos e confiamos Nele nesta bela experiência mortal!

Fonte: Meridian Magazine

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