Os missionários a chamavam de “Sassy”, atrevida, em português. Hoje mais de 1.200 pessoas a conhecem como SassyDaySaint.

Ramona Morris, uma jovem adulta santo dos últimos dias, é um dos poucos membros da Igreja na ilha de Barbados. Ela entrou para a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos dias aos 24 anos e hoje é uma das pessoas favoritas dos missionários em sua ilha e seu Instagram é super popular.

Barbados encontra-se nas ilhas do Caribe Oriental, com uma população relativamente pequena de pouco mais de 275.000. Dessa população, apenas 1.047 pessoas são membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

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So you’ve been assigned to the Caribbean on your mission. Wait, do you even know where the the Caribbean is? No, every island is not Jamaica. Here are the 10 tips for serving a mission 1. Do read up on where you’re serving (there’s 26 missions consisting the Caribbean and Central America ) 2. Learn your mission language/accent. While most islands in the Caribbean missions are English. You will hear French or Patois or local slang on some islands. Learn it quick or you will scratch your head the entire mission 3. We drive on the left over here. Driving on the right is a death sentence. 4. Our food is edible. American brands are normally expensive and not worth it on a missionary budget 5. If you are polite to the locals they will protect you (even if they don’t want to be converted ) 6. Branches are small. Most countries don’t have wards or stakes 7. People say Caribbean missions are hard. But think of how much your testimony will grow 8. We will quiz you on the Bible. Even if we don’t go to church most people you meet will have basic knowledge of the Bible. 9. Keep your mouth shut. Verbal diarrhea is sometimes the worst thing to happen to a missionary in the Caribbean. We get offended very easily. 10. Words such as disgusting and poor should not exist in your vocabulary. If you wanna hear someone lose their mind refrain from the words poor on your mission bonus tip: we don’t live in thatched roof houses. We do watch the news and we aren’t illiterate. Do your mission research

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Em 2014, o Élder David A. Bednar falou na Universidade Brigham Young sobre o uso das mídias sociais para compartilhar o evangelho e, desde então, a Igreja acelerou sua iniciativa de trabalhar com mídias sociais. Milhares responderam ao chamado criando contas do Instagram dedicadas a compartilhar o evangelho.

A Mórmon atrevida (@sassymormon)

Os missionários disseram a Morris que ela deveria abrir uma conta do Instagram e postar sobre suas experiências com a Igreja, e em 13 de julho de 2017, @sassymormon entrou no mundo do Instagram. Os missionários a chamavam de Mórmon atrevida, o que inspirou o nome da conta de Morris no Instagram.

Ela decidiu usar sua conta do Instagram para postar fotos dos missionários para suas mães, consequentemente as mães dos missionários passaram a seguir sua conta. Todos os domingos seus seguidores aguardavam a publicação dela.

Entre os domingos, ela postava citações, fotos, memes e discussões abertas sobre seus pensamentos. Agora a conta se chama SassyDaySaint para seguir o recente conselho do Presidente Nelson. Morris tem quase 1.250 seguidores no Instagram.

Um guarda-chuva e uma mensagem

A história da santo dos últimos dias atrevida existe desde antes das histórias compartilhadas no Instagram, e começa com um guarda-chuva.

Em Barbados, mais de quatro centímetros de chuva caem todos os meses. Para duas missionárias que esqueceram um guarda-chuva em um dia chuvoso, o que aconteceu esta foi uma bênção disfarçada.

Morris tinha acabado de ver o filme Conheça os Mórmons, mas não tinha interesse na Igreja. Como chovia canivete lá fora, ela acolheu as jovens missionárias encharcadas em sua casa e emprestou-lhes um guarda-chuva, começando um padrão de troca do guarda-chuva semana após semana.

Uma semana uma nova missionária chegou à porta de Morris com o guarda-chuva, e ela convidou Morris para ouvir uma mensagem sobre Jesus Cristo. Morris concordou em escutar e continuou a ouvir as lições missionárias de modo educado, mas desinteressada.

Semanas de lições e aprendizado passaram, e Morris ainda não queria se filiar à Igreja.

Um cruzeiro que mudou sua vida

As missionárias queriam desistir, mas quando Morris foi fazer um cruzeiro, elas deixaram um Livro de Mórmon e uma lista de leitura diária com ela. Morris decidiu que ela não queria se incomodar com a leitura todos os dias e decidiu ler tudo no primeiro dia.

Ler o Livro de Mórmon não interrompeu as férias de Morris, um ataque de pânico interrompeu. Em seu quarto, seu exemplar do Livro de Mórmon estava despercebido em sua cômoda.

Ela alcançou a capa. Começando na ponta dos dedos e espalhando todo o caminho até sua alma, a paz substituiu seu medo, sua ansiedade e seu pânico.

As missionárias disseram que aqueles eram sentimentos do Espírito Santo. Com a paz do Livro de Mórmon substituindo sua preocupação e confusão, Morris sabia que ela precisava fazer parte de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Ela começou a fazer as coisas que os missionários haviam pedido a ela para fazer, ler as escrituras e orar, e a luz entrou em sua vida mais brilhante do que nunca.

Amanda Buhrley, Ramona Morris, Anna Fuller (da esquerda para a direita) perto da Praça do Templo. Imagens de Rachel Nielson.

Fé em vez de medo

Ao perseverar apesar da oposição que ela enfrentou de sua comunidade e família, Morris encontrou ainda outro obstáculo em ser batizada. Quando era criança, Morris quase se afogou e ela advertiu o élder que ia batizá-la que ela tinha um medo mortal de água.

“Eu não sei como você vai sobreviver amanhã”, ela brincou.

Em 18 de dezembro de 2016, Morris foi batizada.

As experiências de Morris na Igreja não são todas flores, no entanto, assim também não é o seu Instagram.

“Estar bem com não estar bem é uma luta”, ela compartilhou em um post recente do Instagram. Suas legendas refletem suas experiências reais de vida, que não são perfeitas.

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Heavenly Father loves me right? He loves me right ? Maybe he doesn’t love me. A few months back when I was still in Utah I felt the most unloved I ever did. My friends love wasn’t enough. They tried their hardest to make me happy but I couldn’t be happy. Heavenly Father just didn’t love me. Then towards the end of my trip someone who I had never met before cried when I was leaving their ward to head back to Idaho. My heart gave a little. Why would a stranger love me? I realize in the grand spectrum of things that accepting Heavenly Fathers love is one of the hardest things for us. We carry around our unworthiness like a second skin and forget that our father in heaven is merciful and will embrace us even if we don’t feel loveable. Loving Heavenly Father starts with loving and forgiving ourselves for past mistakes and realizing that we too have an important role in his eternal plan. So does Heavenly Father love me? He sure as hell does #latterdaysaints #latterdaysaint #churchofjesuschristoflatterdaysaints #ldssud

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Fazer coisas difíceis e dar saltos de fé são desafios necessários na vida, como Morris sabe bem. Desde que ela se juntou à Igreja, ela perdeu sua avó, fez uma viagem ao templo na República Dominicana com outros jovens adultos e fez uma viagem para Utah e Idaho.

Essas experiências exigiam colocar toda a sua fé em Deus e confiar que Ele resolveria tudo.

Para aqueles que passam por momentos difíceis, Morris oferece palavras de incentivo e aconselhamento por meio de seu Instagram.

“Seu Pai Celestial vai te ajudar a passar por tudo”, disse ela. “Ele vai fazer tudo o que parece impossível se tornar possível…. Se você acha que não consegue passar por algo, o Pai Celestial está dizendo: ‘Apenas confie em Mim, e Eu vou ajudá-lo’.”

Fonte: LDSLiving

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