“Não estás só”

Eu sou, em geral, uma pessoa bastante saudosista (apesar da péssima memória factual). Ultimamente tenho me lembrado muito de várias cenas da minha infância. Em especial, tenho me lembrado de quando os missionários levavam pesquisadores da Igreja lá para casa para mostrar filmes como o “Introdução ao Evangelho”, uma coletânea de cinco vídeos sobre as doutrinas básicas da Igreja: o Plano de Salvação, Famílias Eternas e outros.

Em um deles – sinceramente não me lembro qual -, há uma belíssima música cantada por um homem:


“Não estás só. Mesmo que assim pareça, não estás só. (…) E os teus prantos são apenas desabafo. Podes crer no amanhã, pois o sol há de brilhar e o meu amor hás de sentir. (…) Eu te amo e ao teu lado vou estar. E te ajudarei. Não estás só”.


Hmmm… Bem que tentei, mas não me lembrei da letra toda mesmo… 😉 Mas esses trechos me são um bom alívio quando preciso deles. E, meus amigos, é disso que preciso agora: alívio da dor e certeza de que não estou só (“mesmo que assim pareça”)… 🙁

Sofrimento é uma das coisas que menos parece fazer sentido nesta vida, não é? As pessoas podem nos fazer mal, nós podemos fazer mal a nós mesmos e há também o sofrimento comum a toda a humanidade, como desastres naturais, acidentes, doenças e mortes. Mas a vida é só isso? Claro que não! Se fosse, Deus seria um deus cruel. E esse, definitivamente, não é o caso.

Nós, antes de nascermos nesta Terra, vivíamos com Deus. Ele sabia – e nos fez saber – que haveria sofrimento nesta vida. E, por isso, criou o Plano de Salvação ou, como também é chamado, o Plano de Felicidade. Sabendo que a vida mortal seria necessariamente difícil, Ele mandou Seu filho Jesus Cristo para nos ajudar a superar esses obstáculos e para nos dá esperança. É do conhecimento do evangelho de Jesus Cristo, como também podemos chamar este plano, que vem a verdadeira paz.

Parte da nossa esperança vem de saber vida não termina com a morte. Cristo superou o obstáculo da morte com a Sua ressurreição, de modo a permitir que toda a humanidade possa ressuscitar. O Profeta Joseph Smith ensinou que as escrituras nos dão a certeza de que aqueles que guardam os mandamentos “serão herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo” (ver Romanos 8:16-17). Ele ainda ensinou que, com esta ressurreição, o sofrimento acabaria:


“Que grande consolo para os que choram ao ter que separar-se de um marido, esposa, pai, mãe, filho ou parente querido é saber que, embora o tabernáculo terreno seja sepultado e dissolvido, eles ressuscitarão para habitar no brilho eterno da glória imortal, e que nunca mais haverão de entristecer-se, sofrer ou morrer, mas 14 serão herdeiros de Deus e co-herdeiros de Jesus Cristo.”(Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith. Capítulo 3: Jesus Cristo, o Divino Redentor do Mundo. Pág. 56. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias: 2007)

 


Além de saber que podemos voltar a viver com nossos entes queridos que já morreram, Cristo prometeu que não nos deixaria desconsolados. Ele nos enviou o Espírito Santo para nos dar paz em tempos de dificuldade e tristeza (ver João 14:26-27). O Espírito Santo nos testifica que as coisas em que acreditamos são verdadeiras. E isso é extremamente confortante quando estamos, por exemplo, enfrentando a morte de alguém a quem amamos muito – uma vez que muitos de nós nunca viu o Salvador ou outra pessoa ressuscitada. Outras vezes, quando estamos tristes, criticamos Deus e O julgamos injusto. Lá vem o Espírito Santo de novo, nos assegurando de que todas as promessas de Deus são realizadas e haverá um fim para nossa dor.

 

Nesta hora me lembro das palavras de Paulo novamente, conforme lemos em I Coríntios 15:19:“Se nossa esperança em Cristo só for nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”.

 

Durante o Seu ministério, Cristo ensinou que devemos ajudar os outros em seus sofrimentos, demonstrando compaixão (ver, por exemplo, a Parábola do Bom Samaritano, em Lucas 10:25-37). Em sua própria vida, Cristo demonstrou o tipo de preocupação altruísta de que ele falou.

Qualquer um que tenha passado por alguma dificuldade sabe como pequenos atos de bondade fazem toda a diferença… (E como a ausência deles também…) Sem exagero: ajudar os outros em suas dificuldades e sofrimentos é atender ao chamado de Cristo na Sua missão de ajudar vidas e salvar almas.

Deus sabia desta vida seria dura, mas Ele não nos deixou só. Cristo possibilitou nossa esperança de uma vida melhor – agora, durante a mortalidade, e também depois dela. O Espírito Santo nos tranqüiliza quando nos sentimos confusos ou necessitando de alívio. Ao ajudamos uns aos outros seguimos os ensinamentos e exemplo de Cristo. E Cristo nos ajuda quando nos faz saber, através do Seu evangelho, que podemos ansiar e olhar uma altura tal em que já não sentiremos a dor comum à nossa vida atual.

E eu, que sou baixinha, estou aqui na ponta dos pés! 😉

Obrigada, Wendi Pilling, por suas palavras.

| Inspiração

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