Batismo de Jesus João BatistaJoão Batista nasceu seis meses antes de seu primo, Jesus Cristo. Foi um nascimento milagroso. Zacarias e Isabel, pais de João Batista eram idosos e não tinham filhos. O registro não é claro se era Isabel ou Zacarias quem não podia ter filhos. O fato é que quando Zacarias teve uma visão do anjo Gabriel anunciando-lhe um filho duvidou que teria um filho, por ser velho (Lucas 1:18-20); e Isabel sua mulher ao engravidar disse que o Senhor atentara para ela “para destruir [seu] opróbrio entre os homens” (Lucas 1:25).

Por revelação os Zacarias sabia que o nome de seu filho deveria ser João (Lucas 1:13). Há muitos séculos antes Isaías profetizara: “Voz que clama no deserto: preparei o caminho do Senhor; endireitai no ermo a vereda a nosso Deus” (Isaías 40:3, Lucas 3:4, Mateus 3:3). Malaquias também falou do mensageiro Elias que como mensageiro prepararia o caminho do Senhor (Malaquias 3:1).
Leí também aprendera que um profeta surgiria para preparar o caminho do Senhor:
“Sim, ele iria clamar no deserto: Preparai o caminho do Senhor e endireitai suas veredas, pois há entre vós um que não conheçais e ele é mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de desatar a correia das alparcas. E muito falou meu pai sobre isso. E disse meu pai que ele batizaria em Betabara, além do Jordão; e disse que ele batizaria com água; que ele batizaria o Messias com água. E depois de haver batizado o Messias com água, ele reconheceria e testificaria haver batizado o Cordeiro de Deus que iria tirar os pecados do mundo” (1 Néfi 10:8-10).

Néfi também teve a mesma visão de seu pai e testificou: “E eu olhei e vi o Redentor do mundo, de quem meu pai falara; e vi também o profeta que prepararia o caminho diante dele. E o Cordeiro de Deus aproximou-se e foi batizado por ele; e depois que ele foi batizado, vi o céus se abrirem e o Espírito Santo descer do céu e repousar sobre ele na forma de uma pomba” (1 Néfi 11:27).
Quando Gabriel apareceu a Zacarias lhe disse que muitos se alegrariam com o nascimento de João, que ele seria grande, que seria cheio do Espírito Santo dês do ventre da mãe (pois havia sido preordenado a essa grande missão), que converteria muitos dos filhos de Israel e teria a virtude de Elias para preparar um povo bem disposto (Lucas 1:14-17).
Quando João tinha oito dias de idade, na ocasião da circuncisão, Zacarias, cheio do Espírito Santo profetizou sobre seu filho: “E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos; para dar ao povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados” (Lucas 1:76-77). Neste mesmo dia um anjo apareceu e ordenou a criança para seu grande oficio de precursor (D&C 84:28).
Não temos muita informação sobre a infância e juventude de João. Seu pai se tornou um mártir – sendo assassinado no Templo (Mateus 23:35 e Lucas 11:51) – por não contar onde escondera João na grande matança das criancinhas ordenada por Herodes (Mateus 2:16). João cresceu no deserto. É dito que ele cresceu e se robusteceu em espírito. “E esteve nos desertos até o dia em que havia de mostrar-se a Israel” (Lucas 1:80).
As escrituras indicam que João vivia a lei do nazireado. Os nazireus eram homens reservados para missões especiais que tinham uma alimentação peculiar e uma aparência diferenciada (Números 6:1-22). O Élder Bruce R. McConkie disse que João “veio com a rigidez dos nazireus” aos judeus (Doctrinal New Testament Commentary, 1:263). Viver como nazireu o ajudaria a concentrar-se me sua importante missão.
Quando tinha cerca de trinta anos começou seu ministério – que teve grande repercussão: “então ia ter com ele Jerusalém e toda Judéia, e toda província adjacente ao Jordão” (Mateus 3:5). A pregação de João tinha três temas e propósitos principais. Primeiro, clamar arrependimento aos iníquos judeus – principalmente ao fariseus e saduceus, que com hipocrisia julgavam-se superiores por serem descendência de Abraão (Mateus 3:7-10).
Segundo, batizar todos os que se arrependessem de seus pecados.
Terceiro, preparar o caminho do Senhor Jesus Cristo – preparando o coração dos filhos de Israel e batizando o Filho de Deus.
João cumpriu com perfeição esses três propósitos de seu ministério mortal. O Salvador Jesus Cristo disse sobre ele: “Pois eu vos digo que, entre os nascidos de mulher, não há nenhum maior do que João” (Lucas 7:28). O profeta Joseph Smith explicou essa escritura:
“Em que sentido João era considerado como um dos maiores profetas? Sua grandiosidade não poderia ter-se baseado em seus milagres (Ver João 10:41).
Primeiro. Foi-lhe confiada a missão divina de preparar o caminho diante da face do Senhor. A quem foi confiada tamanha responsabilidade antes ou depois dele? A ninguém.
Segundo. Foi-lhe confiada a importante missão de batizar o Filho do Homem, e isso foi exigido de suas mãos. Quem mais teve a honra de fazer isso? Quem mais teve tamanho privilégio e glória? Quem mais conduziu o Filho de Deus às águas do batismo e teve o privilégio de ver o Espírito Santo descendo sob a forma de pomba, ou no sinal da pomba, em testemunho dessa ministração? (…)
Terceiro. João, naquela época, era o único administrador legal dos assuntos do reino que havia na Terra e possuía as chaves do poder. Os judeus tinham que obedecer a suas instruções ou seriam condenados, por sua própria lei; e o próprio Cristo cumpriu toda a justiça sendo obediente à lei que Ele dera para Moisés no monte e assim a magnificou e a honrou, em vez de destruí-la. O filho de Zacarias tomou as chaves, o reino, o poder e a glória dos judeus, pela unção sagrada e decreto do céu e esses três motivos fazem dele o maior profeta já nascido de uma mulher.”
Quando João Batista reconheceu o Messias prometido instou seus discípulos a seguirem aquele do qual ele não era digno de desatar a correia das alparcas (João 1:25-29, 35-37, 3:22-36; Atos 1:21-22). Ele disse referindo-se ao ministério do Senhor Jesus Cristo: “é necessário que ele cresça e que eu diminua” (João 3:30).
Quando João foi preso enviou alguns discípulos para confirmarem a divindade de Cristo – para que eles, os discípulos de João tivessem contato com o Homem de Santidade, e por si mesmos soubessem quem era o Senhor (Lucas 7:18-23).
João morreu cruelmente, sendo decapitado por denunciar o pecado (Marcos 6:14-29). Entretanto, ele foi exaltado. Em 15 de maio de 1829 apareceu como ser ressurreto e restaurou as chaves do Sacerdócio de Aarão (D&C 13).