Depois de chegar a semifinal da Copa do Mundo 2018, a Croácia atraiu a atenção de pessoas do mundo todo. Na semifinal da Copa de 98 a Croácia também enfrentou a França!

De fato, o desempenho da equipe croata foi demais. Mas além do futebol, o que sabemos sobre a Croácia?

A tão famosa gravata, ícone fashion utilizado diariamente por milhares de pessoas(e claro, por todos os homens mórmons) em todo o mundo nasceu na Croácia, sabia? Isso mesmo! E, além disso, nasceu de um conto de amor, coragem e esperança.

A gravata é croata!

A história conta que foi durante a Guerra dos 30 anos que a gravata se tornou popular, quando milhares de soldados croatas foram à França prestar serviço ao rei Luís XIV. Eles faziam parte de uma cavalaria composta apenas por soldados croatas, que se chamava Royal Cravat (Croatas Reais), e eles usavam um lenço vermelho amarrado no pescoço. Quando essa cavalaria chegou em Paris eles causaram um alvoroço com o acessório. Tanto que o próprio rei mandou fazê-las e passou a usá-las com suas vestimentas reais.

Mas porque os soldados croatas usavam esse acessório? De acordo com a lenda os lenços vermelhos eram dados pelas esposas e namoradas dos soldados em sinal de amor e como desejo de boa sorte na guerra. Mas além de servir como um amuleto da sorte, os lenços tinham também uma utilidade prática: eram usados para fazer torniquetes em casos de ferimentos nas batalhas.

O orgulho croata em relação a gravata é tanto, que em 18 de outubro de 2003 a organização croata Academia Cravatica entrou para o livro do Guinnes Records com a maior gravata do mundo. A peça com 808 metros, 450,75 kg de tecido e 120 km de corda, foi colocada ao redor de um dos grandes símbolos do país, a Arena na cidade de Pula, e a data passou a ser celebrada como o Dia Internacional da Gravata.

E aí, gostou? Agora quando você visitar a Croácia e quiser presentear alguém com uma lembrança original e tradicional você já sabe o que pode dar!

Sobre o país

Croácia (em croata, idioma oficial do país: Hrvatska), é um país europeu que se limita ao norte com a Eslovênia e Hungria, a nordeste com a Sérvia, a leste com a Bósnia e Herzegovina e ao sul com Montenegro. É banhado a oeste pelo mar Adriático e possui uma fronteira marítima com a Itália, no golfo de Trieste.

O país é membro das Nações Unidas, da OTAN, da Organização para Segurança e Cooperação na Europa, do Conselho da Europa e mais recentemente, da União Europeia. A candidatura da Croácia à União Europeia (UE) ocorreu em 1 de fevereiro de 2003 e a adesão em 1 de julho de 2013, sendo o segundo país formado a partir do território da ex-Iugoslávia a ingressar na UE, depois da Eslovênia em 2004.

O seu território continental é dividido em duas partes pelo Porto de Neum, na Bósnia e Herzegovina.

Banhado pelo Mar Adriático, o litoral croata é bastante recortado, com penínsulas, baías e mais de 1 000 ilhas que formam uma paisagem semelhante à da costa grega.

Uma destas ilhas, Palagruža, está mais próxima de Itália. Aliás em algumas ocasiões podem-se ver mais luzes da costa italiana, que da costa croata.

As principais cidades croatas são Zagreb, Split, Rijeka, Osijek, Dubrovnik e Karlovac.

Com uma área territorial apenas um pouco maior que a do estado do Rio Grande do Norte, a Croácia tem um população de cerca de 4 milhões de pessoas (o que dá em torno de 75 habitantes por Km²). Na capital, Zagreb, vivem 800 mil.

Um pouco de história…

No ano 925 o então duque Tomislav foi coroado Rei dos Croatas, criando-se o reino que compreendia as terras desde o rio Drava até o mar Adriático. Este reinado durou até o final do século XI quando faleceu o último dos reis croatas, que passaram a ser governados por reis húngaros.

Com a invasão otomana aos Balcãs, as terras croatas passaram a ser a fronteira entre o mundo muçulmano e o cristão (estando o Norte nas mãos dos croatas e o Sul nas mãos dos otomanos).

Após a invasão pela Alemanha nazista em 6 de abril de 1941, a Jugoslávia foi desmembrada e o fascista Ante Pavelić tornou-se o líder do Estado independente da Croácia. Sob sua tutela, centenas de milhares sérvios, judeus, ciganos e croatas não-alinhados ao regime foram exterminados em campos de concentração, fato que gerou o aumento do ódio histórico de sérvios massacrados pelos croatas nazistas. Até hoje os croatas são acusados de nazistas por grande parte das populações da ex-Jugoslávia.

Ao final da Segunda Guerra Mundial, Josip Broz Tito não somente havia derrotado os invasores nazistas e seus cúmplices, como também havia unificado todas as repúblicas iugoslavas em torno de um Estado comunista. O ódio secular entre sérvios e croatas era reprimido pelas autoridades iugoslavas. Com a morte de Tito, em 1980, iniciou-se um processo de fragilização da união das repúblicas iugoslavas. Tal quadro agravou-se ainda mais com a crise econômica decorrente do desmoronamento dos regimes comunistas do Leste Europeu e das dificuldades de adaptação à economia de mercado.

A Croácia, detentora da maior e mais desenvolvida economia das repúblicas da Iugoslávia, não escapou a volúpia nacionalista comum a todas as repúblicas iugoslavas. Em 25 de junho de 1991, após plebiscitos que deram vitória esmagadora aos separatistas, os croatas anunciaram sua separação da Iugoslávia. Logo em seguida, o território croata foi invadido pelo Exército federal, então sob domínio sérvio, que interveio em favor das minorias sérvias residentes na Croácia (cerca de 10% da população).

Diante dos violentos conflitos entre croatas e sérvios e da ocupação do território croata por milícias sérvias, as Nações Unidas intervieram militarmente para assegurar a paz. Em 1992, o país foi reconhecido como independente. Em 1995, numa operação militar com êxito, a Croácia recupera, sem nenhuma ajuda externa, praticamente todos os seus territórios ocupados pelos sérvios, no que foi a primeira derrota do até então temível e invencível exército iugoslavo (JNA). Em 1998, sob forte pressão internacional, a Iugoslávia devolve o último território croata ocupado, a Eslavônia oriental.

O governo de Franjo Tudjman, primeiro presidente eleito, foi responsável por levar o país à sua independência, recuperar os territórios ocupados (sem ajuda estrangeira) e ajudar aos bosnianos e aos bósnio-croatas na luta pela independência da Bósnia e Herzegovina. Sua administração encerrou com sua morte, em 1999. Desde então, apesar de enfrentar problemas similares aos de outros países do Leste Europeu, a Croácia experimenta um vigoroso crescimento econômico, um processo consistente de modernização da sua infraestrutura e uma grande transformação no sistema jurídico com vistas à consolidação da democracia e ao ingresso na União Europeia e na OTAN.

Hoje a Croácia tem uma das economias mais fortes das ex-repúblicas iugoslavas e é a segunda maior de toda a região dos Bálcãs, apenas atrás da economia da Grécia.

Religiões…

A Croácia é tradicionalmente um país muito religioso, onde a religião predominante é o cristianismo, mais precisamente o catolicismo romano. O país assegura a liberdade religiosa, bem como iguala todas as comunidades religiosas perante a lei.

De acordo com os censos de 2001 a religião predominante é o Cristianismo, sendo o catolicismo praticado por 87,8% dos  croatas, seguindo-se os ortodoxos que compõem 4,4% da população, outras vertentes cristãs correspondem a 0,4% da população da Croácia, os muçulmanos são 1,3% e outras religiões somam 0,9% e ainda 5,2% não possuem religião.

croácia

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

A Iugoslávia reconheceu A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias como uma entidade legal em 1975. No mesmo ano, os líderes da Igreja formaram a primeira congregação santo dos últimos dias da Iugoslávia em Zadar.

Kresimir Cosic, um estudante iugoslavo e jogador de basquete da Universidade Brigham Young, de propriedade da Igreja, tornou-se membro da Igreja. Cosic retornou à Iugoslávia para treinar e jogar na equipe olímpica iugoslava. Cosic ganhou uma medalha de ouro no basquete em 1980. Em 1992, Cosic foi nomeado vice-embaixador dos Estados Unidos da Croácia.

Entre 1993 e 1998, a Igreja forneceu milhares de toneladas de alimentos, roupas, roupas de cama e suprimentos médicos à Croácia. Desde 1995, a Igreja participou de um projeto para ajudar os agricultores croatas.

Atualmente há na Croácia 6 congregações, 4 centros de história da família, 1 missão e 624 membros da Igreja.

Fonte: MormonNewsroom

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