fbpx

Como o templo nos ajuda a aplicar a Expiação de Jesus Cristo

O sacrifício simbolizado no templo ilustra como as ordenanças do templo personificam e ensinam os princípios mais elevados do sacerdócio de Melquizedeque.  As ordenanças refletem o sacrifício de Cristo, e elas nos ensinam de maneira simbólica como nossos próprios sacrifícios podem ecoar os Dele. Como as crianças da Primária canta, “Ele sabe que eu O seguirei, a vida lhe darei.”

Participar das ordenanças em semelhança ao sacrifício de Cristo.

Quando Adão e Eva deixaram o jardim do Éden, eles construíram um altar e ofereceram sacrifícios de animais. Então, um anjo veio e perguntou a Adão por que ele estava oferecendo sacrifícios. Ele respondeu, “não sei somente que o Senhor nos ordenou.” O anjo disse a ele “Isso é a semelhança do sacrifício do Unigênito do Pai” (Moisés 5:7). O cordeiro que eles sacrificaram apontava para o futuro sacrifício do Pai e seu Filho. O anjo então ensinou Adão e Eva que o sacrifício e o plano de redenção deram significado e propósito para toda a experiência terrena dele, desde a queda, até a morte física e além.

Hoje, muitos de nós vamos ao templo da mesma maneira que Adão e Eva fizeram aquele primeiro sacrifício, simplesmente porque precisamos ir, sem saber o porquê daquilo.  A obediência simples é melhor do que não obedecer a nada. Mas o Senhor que enviou aquele anjo, queria que Adão e Eva soubessem o porquê dos sacrifícios – e acredito que Ele quer que nós saibamos porque fazemos.

As ordenanças feitas hoje no templo também são “à semelhança do sacrifício do Unigênito do Pai”? Pensem em como são os altares do templo – como o altar de Adão e Eva – altares de oração, sacrifício e convênio. Pense nos elementos de sacrifício em todos os convênios da investidura. Desde que Cristo completou sua expiação, não precisamos mais oferecer sacrifício de animais, mas Ele nos convida a sacrificar da mesma maneira que ensinou aos nefitas: “E oferecer-me-eis como sacrifício um coração quebrantado e um espírito contrito” (3 Néfi 9:20).

O sacrifício animal era um simbolismo do sacrifício do Pai e do Filho. Mas o sacrifício de um coração quebrantado e um espírito contrito simboliza e imita o sacrifício do Filho. Com grande reverência, o Élder James E.Talmage escreveu que Jesus literalmente “morreu com o coração quebrantado.”

Para receber as bênçãos do sacrifício Dele, Cristo nos pede que nos ofereçamos – de coração quebrantado – como um sacrifício pessoal. Embora seja tão escasso quanto as migalhas da viúva, nossa oferta é na verdade “uma semelhança” do sacrifício Dele para e por nós. Como o Élder Neal A. Maxwell disse, “o real e verdadeiro sacrifício nunca foi colocar um animal no altar. Na verdade, é a disposição de colocar o animal no altar e deixá-lo!”

Nós prometemos nos sacrificar através das ordenanças do templo. Então deixamos o templo e voltamos a nossas vidas, onde tentamos viver os convênios que fizemos nos altares de sacrifício. O fortalecimento e aperfeiçoamento das bênçãos do Salvador, junto com o poder do sacerdócio do templo, pode então interagir com os nossos esforços, nos ajudando a seguir em frente e nos tornar mais completos e consagrados seguidores de Jesus.

Como a sexta Dissertação na Fé ensina

“Uma religião que não requer sacrifício de todas as coisas, nunca tem o poder suficiente para dar o poder necessário de fé para a vida e a salvação.”

Cada vez que fazemos ou renovamos convênios de sacrifício, decidimos viver uma vida mais sacrificada – vivendo menos para nós mesmos e com mais amor a cada dia, de maneira semelhante ao grande sacrifício do Salvador. No templo, Ele nos dá mais luz e força para que possamos carregar quando saímos do templo.

Quando vivemos dessa maneira, nossas descobertas nos ajudam a entender melhor a luz Dele. Então, a cada novo passo, nossas experiências nos levam a degraus maiores, de onde podemos dar o próximo passo para receber mais luz, em um processo de expansão contínuo:e aquele que recebe luz e persevera em Deus recebe mais luz; e essa luz se torna mais e mais brilhante, até o dia perfeito” (D&C 50:24).

Estamos aprendendo os mistérios de Deus, mas o processo não é tão misterioso. É como ter aula de música e praticar diligentemente, até a próxima aula. A cada tutorial do templo, o Professor Mestre discerne e designa tarefas específicas que precisam de nossa atenção, e testemunhamos fisicamente nossa disposição para prestar atenção.

A profundidade da nossa devoção a Ele e o crescimento da nossa disciplina aumenta a nossa compreensão do sacrifício Dele, porque estamos nos tornando mais atentos ao preço dos nossos sacrifícios e os frutos que eles produzem. Gradualmente, perceberemos que a promessa de sermos “preenchidos de luz” e compreenderemos “todas as coisas”, incluindo os mistérios e conhecimentos de Deus (D&C 88:67). Portanto, “santificai-vos, para que vossa mente concentre-se em Deus” (D&C 88:68).

católico

Fazer sacrifícios e viver em similitude –  o Selamento.

Para ilustrar mais especificamente, como esse processo funciona, considere a ordenança do selamento. Há não muito tempo atrás, eu estava prestes a selar um jovem casal no templo de St. George. Eu os convidei para o altar, e assim que o noivo pegou a noiva pela mão, percebi que eles estavam prestes a colocar sob o altar, seus próprios corações quebrantados e espíritos contritos – oferecendo eles mesmos um ao outro e a Deus, em emulação ao sacrifício de Cristo por eles. E com que propósito? Para que através de uma vida de sacrifícios um pelo outro – para tentar viver como Cristo viveu – eles devem se tornar mais como Ele é.

Ao tentar viver como Cristo a cada dia, juntos eles poderiam chegar mais perto de Deus, o que os aproximariam um do outro.  Com a crescente aproximação ao Senhor, a energia e a disciplina deles também poderiam recorrer aos poderes de força e perfeição que Ele oferece, através do relacionamento baseado na Expiação entre Ele, Seu filho e filha. Esta maneira de viver os convênios do selamento, santificaria não somente o casamento, mas também seus corações e suas vidas.

Quanto mais os nossos sacrifícios nos ajudam a encontrar Cristo no templo, mais o encontraremos em nossas vidas, e esse processo nos transformará com o passar do tempo, nos preparando para um dia viver exaltados, na companhia daqueles que Joseph F. Smith viu em sua visão:

E achava-se reunido em um só lugar um grupo incontável dos espíritos dos justos, que foram fiéis no testemunho de Jesus enquanto viveram na mortalidade; E que ofereceram sacrifício à semelhança do grande sacrifício do Filho de Deus e sofreram tribulações em nome de seu Redentor”(D&C 138:12-13).

Como essa a escritura sugere, aqueles que buscam viver um discipulado maduro a altura do sacerdócio de Melquizedeque, descobrirão que os mais altos princípios e convênios de sacrifício são frequentemente ligados aos mais altos princípios como sofrimento, mansidão, consagração e santificação.

De certo modo, a ordenança do selamento também nos convida a comungar dos sofrimentos de Cristo, quando nossos convênios do casamento nos trarão sofrimento – estar aflito – na aflição do outro. O nascimento de uma criança dentro do selamento, também nos fará compartilhar, quando teremos que trazê-los para essa vida, criando e sofrendo com eles, enquanto enfrentam seus próprios vales de escuridão. Esses sacrifícios dos nossos convênios do templo “nos trazem um sofrimento especial” e também uma alegria especial “que vem com um profundo discipulado.”

Fonte: LDSLiving

Relacionado:

Confira fotos inéditas do interior do Templo de Lisboa

| Templos

Comente

Seu endereço de e-mail não será divulgado. Os campos obrigatórios estão marcados com *