Se você é uma mulher cristã que está tentando engravidar…

Se você se pergunta qual é o seu propósito caso não consiga ter filhos…

Se você desejou com todo o coração ser mãe, mas isso ainda não foi possível…

Se você tem orado constantemente pela oportunidade de gerar uma vida…

Se você já segurou um bebê recém-chegado do céu nos braços e desejou que ele fosse seu…

Se você já sonhou com o chamado inocente de uma criança dizendo “mamãe”…

Se você, com todo o seu coração de mãe, confiou e acreditou nas promessas de Deus que ainda não se cumpriram…

Se você sente que essa janela de oportunidades nesta vida mortal está, enfim, se fechando…

Então… este artigo é para você.

O desejo de ser mãe

Durante anos, você e eu fomos esse tipo de mulher. Estéreis. Sem filhos. Fazendo oração após oração pelo milagre de um bebê. Sonhando que estávamos grávidas. Vendo outras pessoas terem filhos. Segurarem seus bebês nos braços…

É uma realidade difícil.

Pessoalmente, quando consegui ser humilde o suficiente, cheguei a um lugar de aceitação e passei a confiar plenamente em Deus e em Sua decisão. Mas, na maior parte do tempo, me encontrei em algum ponto intermediário: entre a dor profunda, as lágrimas, as dúvidas e o anseio.

Mas há algo mais.

Sempre pensei que, se tivesse filhas, homenagearia minhas personagens femininas favoritas da Bíblia dando seus nomes a cada uma delas.

Como não tive essa oportunidade, ou esse privilégio, gostaria de honrá-las agora, compartilhando com você como elas me ajudaram a enfrentar o desafio da infertilidade.

Sei que as mulheres sobre as quais vou escrever foram, no fim, abençoadas com um filho ou mais. Reconheço que essa não foi a minha realidade, e talvez também não seja a sua. Ainda assim, acredito que a fé delas em Cristo, especialmente nos momentos em que enfrentaram esse tipo de dor, pode fortalecer e renovar a nossa fé também.

Eva

Logo no capítulo três de Gênesis, lemos que Adão chamou sua esposa de Eva, “porque ela foi a mãe de todos os viventes”.

Sobre isso, Sheri L. Dew ensinou com grande sensibilidade:

“De todas as palavras que eles poderiam ter escolhido para definir seu papel e sua essência, tanto Deus, o Pai, quanto Adão chamaram “Eva de mãe de todos os viventes”, e fizeram isso antes que ela tivesse tido um filho. Tal como aconteceu com Eva, nossa maternidade começou antes de nascermos.”

Quando compreendi isso, meu coração se encheu de alegria!

Essa verdade não apenas aponta para o fato de que a maternidade é um chamado eterno, como também nos ensina que mulheres que não têm filhos neste mundo mortal ainda assim têm direito à maternidade enquanto vivem na mortalidade.

Embora os detalhes sejam diferentes para cada mulher que participa da maternidade sem vivenciar a gravidez, a verdade absoluta é que ainda assim ela pode participar desse dom.

Não sei se Eva precisou esperar algum tempo para conceber seus filhos, provavelmente não, já que parte de sua missão com Adão era multiplicar-se e encher a Terra.

Mas sei que ela me ajudou a perceber que ainda tenho um papel na maternidade. Mesmo sendo estéril, ainda posso participar disso aqui e agora.

Isso envolve muitas coisas, mas certamente inclui ir à Igreja no Dia das Mães e aceitar, com gratidão, o presente e as mensagens desse dia, oferecidos com carinho.

Obrigada, magnífica mãe Eva, por me ensinar que uma mulher estéril tem um lugar especial sob o amplo guarda-chuva da maternidade.

infertilidade e fé

Sara

Eu amo Abraão e Sara. A Bíblia nos conta que ambos já eram avançados em idade e que Sara era estéril.

Ainda assim, o Senhor prometeu que ela seria “mãe de nações” (Gênesis 17:16) e que sua posteridade seria como “as estrelas do céu e como a areia que está à beira do mar” (Gênesis 22:17).

Diante disso, Sara questionou como isso poderia acontecer, já que tinha noventa anos:

“Depois de envelhecida terei ainda deleite, sendo também velho o meu senhor?”
Gênesis 18:12

Foi então que veio a doce lembrança do Senhor:

“Haveria alguma coisa impossível para o Senhor?”

Sabemos o que aconteceu depois. Sara, de fato, concebeu e deu à luz um filho, Isaque. Ela se tornou a mãe de nações. A doce Sara recebeu o cumprimento da promessa de Deus.

Algumas de nós precisarão esperar toda uma vida mortal. Mas a promessa é segura para aqueles que permanecem fiéis.

Enquanto esperamos, convido você a guardar no coração as palavras do élder Jeffrey R. Holland:

“Algumas bênçãos vêm-nos logo, outras vêm depois, e outras não nos chegam nesta existência, mas para os que aceitam o evangelho de Jesus Cristo elas certamente virão.”

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Ana

Há muito tempo tenho um carinho especial por Ana. Sinto-me conectada a ela.

Chorei muitas lágrimas com ela:

“Por isso chorava e não comia… Ela, com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou abundantemente.”
1 Samuel 1:7, 10

Orei com ela:

“Ela orava longamente perante o Senhor… Sou uma mulher atribulada de espírito… Tenho derramado a minha alma perante o Senhor.”
1 Samuel 1:12, 15

Alegrei-me com ela quando Eli lhe prometeu:

“Vai em paz, e o Deus de Israel te conceda a tua petição que lhe pediste.”
1 Samuel 1:17

E meu coração se encheu de esperança ao chegar aos versículos 19 e 20:

“E o Senhor se lembrou dela. E sucedeu que, passado algum tempo, Ana concebeu e deu à luz um filho.”

Ela concebeu! Finalmente! Sua promessa foi cumprida!

Em muitos momentos difíceis da minha vida, quando tentei acreditar nas promessas de Deus para mim, Ana me ajudou a confiar em uma verdade simples, porém poderosa:

Crer. Apenas crer.

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Rebeca

Antes de morrer, o patriarca Abraão enviou seu servo de confiança de volta à sua terra natal para encontrar uma esposa para seu filho Isaque, então com quarenta anos.

Ele encontrou Rebeca, que prontamente respondeu: “Irei”.

A Bíblia diz que Isaque tomou Rebeca por esposa e “ele a amou”. Mas ela também era estéril.

“Isaque orou ao Senhor por sua esposa, porque era estéril; e o Senhor lhe ouviu a oração, e Rebeca, sua esposa, concebeu.”
Gênesis 25:21

Aqui vemos o poder da oração do cônjuge. Se assim for da vontade de Deus, a fé de esposos que oram pode trazer milagres. Eu amo essa verdade.

Grávida de gêmeos e sem entender o que estava acontecendo, Rebeca “consultou o Senhor”. Estando grávida ou não, o princípio de buscar o Senhor para entender o “porquê” é profundamente poderoso.

Rebeca me ensinou que também posso perguntar ao Senhor qual é Sua vontade e Seu propósito para mim. Ao longo dos anos, recebi revelações ternas que me ajudaram a compreender melhor minha missão.

Sou grata a Rebeca por sua mente questionadora, por buscar respostas em Deus e por simplesmente dizer: “Eu irei.”

A promessa para toda filha de Deus

“O Senhor recompensa os fiéis por toda perda que sofrem. Aquilo que é tirado dos que amam o Senhor será acrescido a eles à própria maneira do Pai. Embora a compensação possa não chegar quando desejamos, os fiéis saberão que cada lágrima vertida hoje será compensada por cem lágrimas de regozijo e gratidão.”
— Joseph B. Wirthlin, Aconteça o Que Acontecer, Desfrute

Se você confiou e acreditou nas promessas do Senhor…
Se anseia segurar um filho em seus braços…
Se sente que talvez não tenha mais a oportunidade de ser mãe nesta vida…

Então lembre-se: assim como a mãe Eva, nossa maternidade começa antes mesmo de nascermos.

Lembre-se de que as promessas do Senhor se cumprem, mesmo quando não sabemos como — seja nesta vida ou na próxima. A alegria que Sara sentiu também será nossa.

Lembre-se de que crer — apenas crer — nas promessas de Deus nos enche de esperança pelas coisas boas que ainda virão.

Podemos buscá-Lo em oração, perguntar o que devemos fazer e esperar em Cristo, confiando que toda promessa será cumprida para os filhos e filhas de Deus.

“Tudo terminará bem. Confie em Deus e acredite nos bens futuros.”
Jeffrey R. Holland

Fonte: Masfe.org

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