Pergunta
As orações feitas por membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são mais poderosas do que as orações feitas por pessoas de outras religiões?
Resposta
As orações feitas por membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias seguem um padrão que é, ao mesmo tempo, estruturado e profundamente pessoal.
Os santos dos últimos dias iniciam suas orações dirigindo-se a “Pai Celestial”, reconhecendo Deus como um Pai amoroso e pessoal. Essa forma de oração reflete a ênfase doutrinária da Igreja na distinção entre os membros da Trindade: Deus, o Pai; Seu Filho, Jesus Cristo; e o Espírito Santo. Embora reverenciemos Jesus Cristo como o Salvador, direcionamos a prática da oração exclusivamente ao Pai, seguindo tanto o padrão bíblico quanto a revelação moderna.
Após essa saudação inicial, os membros expressam gratidão por bênçãos específicas e, em seguida, fazem seus pedidos ou súplicas. Esses pedidos podem incluir desde orientação diária e perdão até preocupações sinceras com familiares, amigos ou com o mundo em geral. Esse tom conversacional reflete o incentivo da Igreja a orações honestas, específicas e reflexivas, que acompanhem a jornada pessoal de fé de cada indivíduo.
Toda oração é encerrada com as palavras: “Em nome de Jesus Cristo, amém.” Isso não é uma simples formalidade, mas uma afirmação direta do papel mediador do Salvador. Os santos dos últimos dias acreditam que é por meio de Cristo que temos acesso ao Pai, em cumprimento ao convite registrado nas escrituras:
“Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar.” (João 16:23).
Esse padrão simples de dirigir-se ao Pai, expressar gratidão, fazer pedidos e encerrar em nome de Jesus Cristo, constitui a base tanto das orações públicas quanto das orações pessoais na Igreja.

Deus ouve apenas as orações dos membros da Igreja?
Uma pergunta comum, tanto entre membros quanto entre pessoas que não pertencem à Igreja, é se Deus ouve e responde apenas às orações dos justos ou apenas dos membros da Igreja. A resposta, guiada pelas escrituras e pelos ensinamentos da Igreja, é clara: Deus é inclusivo.
A Igreja ensina que Deus é o Pai de toda a humanidade e que Ele está atento às orações de todos aqueles que se dirigem a Ele com fé sincera. O Livro de Mórmon ensina esse princípio de forma poderosa na promessa feita por Morôni:
“E quando receberdes estas coisas, eu vos exorto a perguntardes a Deus, o Pai Eterno, em nome de Cristo, se estas coisas não são verdadeiras; e se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo.
E pelo poder do Espírito Santo podeis saber a verdade de todas as coisas.”
(Morôni 10:4–5)
Notavelmente, esse convite é estendido a todas as pessoas, independentemente de filiação religiosa ou condição espiritual.
Em todo o mundo, inúmeras pessoas fora dos limites formais da Igreja relatam ter recebido respostas às suas orações. Esses relatos servem como testemunho vivo de que Deus responde a buscadores sinceros em todos os lugares, e não apenas a um grupo seleto.
A oração como prática universal
A natureza universal da oração, e da resposta divina, também se reflete em práticas de diferentes religiões. Por exemplo, tanto muçulmanos quanto santos dos últimos dias praticam o jejum e valorizam a oração como meios de se aproximar de Deus. Embora os rituais sejam diferentes, a fé em um Deus que ouve permanece a mesma.
Ao reconhecer essa humanidade compartilhada, os santos dos últimos dias são incentivados a ver todas as pessoas como filhos e filhas de Deus, merecedores de Sua atenção amorosa.

A quem devemos dirigir a oração?
Essa pergunta às vezes causa confusão, até mesmo entre membros experientes. No Velho Testamento, as orações se dirigiam a Jeová (a identidade pré-mortal de Jesus Cristo) ou a Deus, o Pai? Embora a linguagem das escrituras possa parecer ambígua em alguns momentos, a revelação moderna esclarece que a oração verdadeira sempre dirigiu-se ao Pai Celestial, mesmo quando profetas antigos talvez não compreendessem plenamente os papéis distintos da Divindade.
Encerrar as orações em nome de Jesus Cristo vem tanto de convicção teológica quanto de fundamento bíblico. Os santos dos últimos dias acreditam que Cristo atua como Mediador e Advogado, ligando o divino ao humano e tornando possível que nossas orações cheguem ao Pai.
Semelhanças com outras tradições cristãs
Apesar de diferenças na terminologia doutrinária, a forma e o espírito da oração dos santos dos últimos dias se alinham amplamente às tradições cristãs históricas. Assim como outros cristãos, os membros da Igreja afirmam a divindade de Cristo, Sua ressurreição e Seu papel essencial na salvação. Suas orações refletem fé, reverência e devoção a Jesus Cristo.
A disposição da Igreja em aprender com a vida de oração de muçulmanos e de outras tradições religiosas evidencia um espírito de humildade e respeito. Ao reconhecer a sinceridade presente na busca de cada pessoa por Deus, encojam-se os membros são a construir pontes de compreensão e compaixão, sem jamais limitar a graça divina apenas a si mesmos.
Fonte: Ask Gramps
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