Você conhece algum mórmon? Você já se perguntou o porquê de serem tão talentosos? Mas antes de qualquer coisa você sabe o que é talento?

Muitos confundem talento com dom. Vamos primeiro a uma breve distinção.

Dom

Dom vem do latim donus, que significa dádiva, presente. Nessa perspectiva, trata-se de uma capacidade inata para desempenhar com destreza e maestria determinada tarefa, até mesmo em aspectos que elas parecem mais complexas para a maioria das pessoas. Como exemplo, podemos citar uma criança que mostra desde cedo uma afinidade muito grande para tocar determinado instrumento.

Quando falamos em facilidade em executar ou aprender determinada atividade, vale lembrarmos que o significado da palavra dom não tem como sinônimo a genialidade, já que essa condição ocorre somente com alguns indivíduos e devido a questões cerebrais que ainda estão sendo desvendadas pela ciência. Já o dom pode ser encontrado em qualquer pessoa.

Talento

Apesar de ser muito parecido com o dom em definição, o talento se distingue por ser justamente uma habilidade que pode ser desenvolvida ou aperfeiçoada. Trata-se de um gosto especial, uma aptidão, uma predisposição espontânea a algo, que atinge sua plenitude por meio de muito treino, disciplina e perseverança. Nesse sentido, ser muito bom em determinada atividade somente depende de cada um de nós. Já diz o ditado que “todo talento é 1% inspiração e 99% transpiração”.

E bem, nós mórmons estamos sempre transpirando (e muitas vezes é literalmente)! Estamos sempre em busca de aperfeiçoamento.  Acreditamos que devemos desenvolver nossos talentos, sim, multiplicá-los. A parábola dos talentos, que encontramos no capítulo 25 do Evangelho de Mateus, é preciosa. Entendemos claramente que devemos gastar nosso tempo com sabedoria, pois dia virá em que seremos questionados sobre o uso que fizemos dele.

Progresso

A parábola dos talentos mostra como não devemos desperdiçar as oportunidades que Deus nos dá. Os verdadeiros seguidores de Jesus aproveitam as oportunidades e obtêm bons resultados. Os falsos seguidores desperdiçam tudo que recebem inclusive seu tempo!

Investimos muito em educação – formal e informal. Não é por acaso que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, administra a Brigham Young University! Nós acreditamos que qualquer princípio de inteligência que alcançarmos nesta vida surgirá conosco na ressurreição (D&C 130:18), por esse motivo, nos melhores livros buscamos palavras de sabedoria; procuramos conhecimento, sim, pelo estudo e também pela fé (D&C 88:118).

Grande parte dos membros da Igreja cursa ou já cursou alguma graduação ou curso técnico. Facilmente encontramos entre os membros de nossa congregação outros que foram além da graduação e já são mestres e às vezes doutores. Muitos falam outros idiomas, além de sua língua nativa. A maioria dos membros entende sobre partituras, pode ser regente e não raro pode tocar algum instrumento, como órgão e piano. (Em nossas reuniões dominicais tocamos órgão e seguimos um hinário padrão)

Os profetas e apóstolos ensinam que a educação é um princípio eterno, seguindo o conselho do Salvador de que “a glória de Deus é inteligência ou, em outras palavras, luz e verdade” (D&C 93:36).

“Para os membros da Igreja, a instrução não é apenas uma boa ideia: é um mandamento”, disse o Élder Dieter F. Uchtdorf. Devemos aprender “tanto as coisas do céu como da Terra e de debaixo da Terra; coisas que foram, coisas que são, coisas que logo hão de suceder; coisas que estão em casa, coisas que estão no estrangeiro” (D&C 88:79).

E para os membros da Igreja que precisam de uma ajudinha financeira para seus estudos, podem contar com o Fundo Perpétuo de Educação, um programa similar ao FIES. Se você quiser conhecer um pouco mais sobre o que é o Fundo Perpétuo de Educação, clique aqui.

O segredo talvez esteja na ênfase em que damos para nosso progresso pessoal contínuo. O Presidente Dallin H. Oaks ensinou algo que valorizamos muito e vamos compartilhar com vocês:

“Ao refletirmos sobre várias escolhas, convém lembrar que não basta que algo seja bom. Há outras escolhas melhores, muito boas, e outras melhores ainda, excelentes”. – (Bom,muito bom, excelente – Dallin H.Oaks / Outubro de 2014)

Afinal, como declarou o Élder Carlos A.Godoy:

“Não é pelo fato de tudo estar bem, que não precisamos avaliar de tempos em tempos se não existe algo ainda melhor”. (O Senhor tem um plano para nós – Élder Carlos A.Godoy/Outubro de 2014)

Definitivamente, buscamos crescer dia a após dia!

Desenvolver

No que diz respeito a desenvolver nossos talentos, pode ser difícil e por vezes cansativo. Exigirá fé na maioria das vezes. Entretanto a fé por si só não é o suficiente. Aprendemos no capítulo 2 versículo 26 de Tiago que a fé sem obras é morta.

“Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem as obras é morta”.

Trabalhamos arduamente em várias áreas de nossa vida, inclusive em nossa unidade local da Igreja. Temos vários cargos na Igreja e nenhum é remunerado, todos são voluntários – os(as) missionários(as), os (as) professores (as), o líder local (bispo ou presidente de ramo), organista, regente, secretários(as) e os líderes das organizações. Todos servem por algum tempo, muitas vezes por anos, dia após dia, semana após semana, incansavelmente! Que maior oportunidade de desenvolver os talentos nós  poderíamos ter?

futuros missionários

Frequentemente também somos chamados a discursar em nossas reuniões dominicais e esses convites ampliam nossas capacidades de comunicação e de apresentação em público. Obviamente, não se pode generalizar, mas boa parte dos membros da Igreja pode falar em público sem grandes problemas.

Para os mórmons, o estudo diário das Escrituras é algo normal e esse hábito ajuda-nos a sermos melhores também. As escrituras contêm grandes ensinamentos, não só espirituais. Através das escrituras, podemos conhecer a história, geografia, economia, sociologia e várias outras coisas, o que nos proporciona ainda mais vantagens! Sem mencionar é claro, que nossa capacidade de interpretação é cada vez mais aumentada junto também com nossa facilidade de leitura.

Metas nos tornam talentosos

Além de tudo o que foi dito, nós somos um povo que estabelece metas. E as metas fazem com que nossos talentos sejam aperfeiçoados cada vez mais. Não devemos pensar que estamos aqui só de passagem, gastar nossos dias, viver e morrer. Ou como diziam os povos do Livro de Mórmon: “Comei, bebei e alegrai-vos,porque amanhã morreremos” (2 Néfi 28:7).

Em um discurso de Outubro de 1981 o Élder M.Russell Ballard disse:

“Estou plenamente convencido de que se não estabelecermos metas na vida e se não aprendermos a dominar as técnicas para alcançar nossas metas, podemos chegar a uma idade avançada e, ao rever nossa vida, perceber que atingimos apenas parte de nosso pleno potencial”. – (Pregar Meu Evangelho,página 156).

Nós poderíamos ainda citar todas as outras coisas que utilizamos e fazemos para progredir cada vez mais, como participar do Seminário e Instituto, das reuniões de Aprimoramento Doméstico e várias outras iniciativas fantásticas. Contudo teremos oportunidades para esses e outros tópicos em artigos futuros. 

Se você é um membro da Igreja, conte para nós como a Igreja ajuda você a desenvolver seus talentos. E se você está conhecendo sobre a Igreja, nós o convidamos a procurar a unidade local mais próxima de você e começar a desenvolver seus talentos também!  Para localizar uma unidade da Igreja mais próxima de você, clique aqui. Ficaremos felizes em ter você conosco!

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