No domingo, 8 de fevereiro de 2026, uma reunião sacramental em Boise, Idaho, tornou-se algo inesquecível. O silêncio reverente deu lugar a aplausos cheios de alegria quando os líderes anunciaram a criação da Ala Treasure Valley, a primeira ala de língua suaíli nos Estados Unidos.
Para muitos, não se tratava apenas de uma mudança administrativa. Era o cumprimento de anos de fé, sacrifício e milagres silenciosos.
“Esses homens foram preparados antes desta vida”, disse W. Blake Bybee, que serviu como presidente do Ramo Treasure Valley (Suaíli) antes de ele se tornar ala na Estaca Boise Idaho. “Deus estava simplesmente esperando Seu tempo para colocá-los nesses chamados.”

Primeira ala em suaíli em solo americano
A capela estava lotada. Mulheres usavam vestidos coloridos e lenços na cabeça; homens vestiam ternos e gravatas vibrantes. Durante a reunião, os discursos eram traduzidos para suaíli, francês e inglês. Estavam presentes 177 membros da ala, além de 21 missionários que atualmente servem ou já serviram o grupo. Outros acompanharam virtualmente da África, da França e de diversas partes dos Estados Unidos.
“Este trabalho parecia algo que não poderia acontecer, mas que deveria”, disse Justin Bailey, membro do sumo conselho que trabalhou de perto com o ramo. “Estamos aqui porque Deus realizou um milagre por meio de nossa fé.”
Apenas dois anos antes, o ramo começou com 25 membros africanos. À medida que o grupo crescia, os membros organizaram caronas, refeições semanais e se esforçaram para construir não apenas uma congregação, mas uma família.

Fé em Cristo e compromisso com os convênios
Os líderes mantiveram o foco no essencial. “No centro estavam sempre Jesus Cristo e a observância dos convênios”, disse Bailey. “Quando nos concentramos em ajudar os membros a fazer e guardar convênios, outras bênçãos vieram.”
Os esforços de tradução e o apoio missionário, organizados pelos líderes locais, também contribuíram para o crescimento. Desde a organização do ramo, no início de 2024, ocorreram 90 batismos.
Dois dos novos líderes, o bispo Denis Akulu e o primeiro conselheiro Blema Fangamou, trazem histórias marcantes de fé.
Há uma década, Akulu vivia em um campo de refugiados na Tanzânia. Depois de ler o Livro de Mórmon, ele disse: “Eu acreditava que um dia seria batizado e frequentaria o templo. Eu tinha essa esperança, essa fé.” Como os missionários não tinham permissão para entrar no campo, ele organizou um grupo semanal de estudo que se reuniu por três anos.

A resposta de uma oração
Fangamou também viveu em um campo de refugiados, onde orou para encontrar a Igreja verdadeira caso um dia chegasse aos Estados Unidos. Em um sonho, viu-se subindo uma colina até um prédio da Igreja, onde pessoas o chamavam pelo nome. Anos depois, já estabelecido em Boise, ele reconheceu a mesma colina e capela.
No domingo, quando os líderes anunciaram os nomes, a congregação celebrou o bispo Akulu, Fangamou e o segundo conselheiro Adam Pishl.
“Agora é o tempo de Deus para que os africanos recebam a palavra de Deus. Deus é um Deus de milagres. Agora somos uma ala, e estou muito feliz”, disse Esther Akulu.
A Ala Treasure Valley (Suaíli) agora é uma das nove congregações de língua suaíli nos Estados Unidos, e a primeira a se tornar ala, um testemunho de fé, perseverança e da obra constante e silenciosa de Deus.
Fonte: Church News
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