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O que uma pessoa tem que fazer para ser salva, segundo a crença dos Santos dos Últimos Dias?

religiosos que influenciaram o mundo

 

Joseph Smith escreveu em 1842: “Nós acreditamos que através do sacrifício expiatório de Cristo, toda a humanidade pode ser salva, pela obediência às leis e ordenanças do Evangelho” (Regras de Fé, 1:3). De uma perspectiva Santo dos Últimos Dias, ninguém que vem à terra está excluído do alcance do poder de Cristo para salvar, nenhuma alma está além da misericórdia e graça. Ninguém vem à terra predestinado para ser salvo ou se lhe negará o direito de ser salvo. Deus não faz acepção de pessoas, “mas em todas as nações aqueles que o temem, e vive a retidão, é aceito por Ele.” (Atos 10:34-35).

Imortalidade e Vida Eterna

Em Pérola de Grande Valor está registrado as seguintes palavras de Deus a Moisés: “Eis que esta é minha obra e minha glória, levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem.” (Moisés, 1:39). Esta é uma afirmação ínfima, uma distilação e sumarização do trabalho de redenção em Cristo. Os mórmons acreditam que existem dois tipos de salvação disponíveis através do sacrifício expiatório de Jesus Cristo – universal e individual. Todos os que recebem um corpo físico – sejam eles bons ou maus, iníquos ou retos – serão ressuscitados (ver 1 Coríntios 15:22; Alma 11:41). Esta salvação universal da morte física é a imortalidade mencionada no livro de Moisés. É a salvação da sepultura, ou vida sem fim. É uma dádiva universal.

A salvação individual é outra coisa. Embora toda salvação seja possível através da misericórdia e amor de Cristo, os mórmons acreditam que existem certas coisas que os indivíduos devem fazer para que a divina graça seja exercida plenamente em suas vidas. Isto é, devem desejar livremente receber a dádiva do Senhor, que é dada liberalmente. As pessoas precisam vir até Ele – aceitá-Lo como seu Senhor e Salvador, ter fé em seu nome, arrependera-se de seus pecados, serem batizadas. Receberem o dom do Espírito Santo, e permanecerem fiéis até o fim de seus dias. A Vida Eterna virá àqueles que acreditam, obedecem, e perseveram até o fim. Cristo é “o autor da salvação eterna para todos que obedecem-No”. (Hebreus 5:9). Vida Eterna é sem fim, mas é também vida COM DEUS. É a vida de Deus. É a mais alta forma de salvação.

Graça e obras

Vir a Cristo representa um convênio, uma promessa bilateral entre Deus e o homem. Jesus Cristo fez por nós o que jamais poderíamos fazer por nós mesmos. Ele sofreu e sangrou e morreu por nós. Ele nos redime do pecado. Ele se oferece para mudar nossa natureza, para fazer-nos novas criaturas (ver 2 Coríntios 5:17: Mosias 27:24-26). Ele ressurgiu da morte e a partir de então abriu as portas para nós fazermos o mesmo no tempo devido. Essas coisas não poderíamos fazer por nós mesmos; são atos de misericórdia e graça. Nossa promessa é aceitarmos Cristo como nosso Salvador, sermos fiéis a nossos convênios, obedecermos a seus mandamentos, e perseverarmos até o fim.

Os Santos dos Últimos Dias rapidamente reconhecem que embora nossos esforços para sermos retos sejam necessários, jamais serão suficientes para nos salvar. Os profetas do Livro de Mórmon assim explicaram que acima e depois de tudo que pudermos fazer, somos salvos pela graça de Cristo e que o mais significativo trabalho que podemos fazer é confiarmos e esperarmos nos méritos e misericórdia e graça do Sagrado Messias (ver 2Nefi 10:24; 25:23; 2Nefi 2:8; 31:19; Moroni 6:4).

Infelizmente, o debate teológico sobre se seremos salvos pela graça ou por obras tem acontecido por séculos. É, como C. S. Lewis observou: “como perguntar qual das lâminas da tesoura é mais necessária.” Poucas coisas revelariam a estreiteza de um discípulo mais do que pregando da boca para fora a Deus enquanto não demonstra obediência de coração. Fé verdadeira sempre resulta em fidelidade, ações fiéis (ver Tiago 2). Por outro lado, poucas coisas ofendem mais a Deus do que confiar-se no braço a carne, firmando-se sobre a própria força, e buscando prosperar através da própria genialidade.

O Sacrifício Expiatório de Cristo

Cristo é a fonte de nossa força e nossa salvação. “De que outra forma a salvação poderia ocorrer?” perguntou Elder Bruce R. McConkie, um apóstolo na Igreja dos Santos dos Últimos Dias. “Pode o homem salvar-se a si mesmo? Pode ele ressuscitar-se a si mesmo? Pode ele criar um reino celestial e decretar sua própria admissão nele? Salvação deve e se origina em Deus, e se o homem tiver de recebê-la, Deus deverá concedê-la a ele, e essa concessão é uma manifestação da graça… A Salvação está em Cristo e vem através de seu sacrifício expiatório.” Ou, como observou Elder Dallin H. Oaks, um outro apóstolo da Igreja de Jesus Cristo: “O homem inquestionavelmente tem em si impressivos poderes e pode criar grandes coisas por incansável esforço e desejo indomável. Mas. Depois de toda nossa obediência e boas obras, não podemos ser salvos dos efeitos de nossos pecados sem a graça concedida pelo sacrifícios expiatório de Jesus Cristo.”

Joseph Smith aprendeu através de revelação que a maior bênção neste mundo está reservada àqueles que vierem a Cristo, aceitarem seu Evangelho, receberem os necessários sacramentos ou ordenanças, e permanecerem fieis a seus convênios. Aqueles que fizerem essas coisas herdarão a plenitude da glória de Deus (ver D&C 76; 132:19). O profeta Joseph Smith mais tarde revelou a importância dos templos como lugares sagrados onde os filhos de Deus podem participar das ordenanças que selam e ligam famílias pelo tempo e por toda a eternidade (ver D&C 131-32). As instruções e ordenanças do templo são notadamente centralizadas em Cristo e continuam a prover constante lembrança de que sem Ele não temos esperança de paz e felicidade aqui ou qualquer possibilidade de glória eterna depois da morte.

Palavras como salvação, exaltação e vida eterna são frequentemente usadas nos discursos dos Santos. Em essência, cada uma dessas palavras significa a mesma coisa, mas cada uma enfatiza diferentes aspectos das condições de salvação. A palavra salvação enfatiza a condição de uma pessoa salva, a libertação da morte e pecado através do sacrifício expiatório de Jesus Cristo. Eterno é um os nomes de Deus, e assim, para se possui vida eterna é participar da vida de Deus. A palavra exalação enfatiza a elevação e status enobrecido daquele que se qualificou para participar da sociedade dos redimidos e glorificados no Reino Celestial.

Revelação Moderna

Os Santos dos Últimos Dias se regozijam no conhecimento de um plano de salvação que veio a eles através de profetas modernos – conhecimento vital a respeito de assuntos que continuam a ser debatidos pelo mundo cristão, tais como:

Quem somos nós – de onde viemos – por que estamos aqui e para onde iremos após a morte;
A que grau nossa fé em Cristo deve manifestar nossa fidelidade a seus mandamentos;
O estado daqueles que morrem sem conhecer o evangelho de Cristo.

Joseph Smith ensinou que, para um homem ser salvo terá de ser colocado além do poder de todos seus inimigos. Embora as bênçãos finais da salvação não sejam concedidas até a próxima vida, há um sentimento no qual as pessoas nesta vida podem gozar da segurança da salvação e da paz que acompanha esse conhecimento (ver D&C 59:23). O Espírito Santo provê a “realidade de nossa herança”, a promessa ou certeza de que estamos no curso e assim no caminho para plena salvação neste mundo vindouro ( ver 2 Coríntios 1:21; 5:5; Efésios 1:13-14). Se estivermos fazendo tudo que pudermos para cultivar os dons do Espírito, estaremos vivendo no que se poderia chamar de condição de salvos. David O. McKay, presidente da Igreja dos Santos dos Últimos Dias observou que “o Evangelho de Jesus Cristo, como revelado ao Profeta Joseph Smith, é em verdade, de todas as maneiras, o poder de Deus para salvação. Ele é salvação aqui – aqui e agora. Ele concede a todo homem vida perfeita, aqui e agora, e depois desta vida.”

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Este texto é parte do artigo “Cristianismo Nos Últimos Dias: Dez Questões Básicas” produzido por Noel B. Reynolds, Professor de Ciências Políticas na Universidade Brigham Young e Robert L. Millet, Professor de Escrituras Antigas na Universidade Brigham Young.

| Vida dos Santos dos Últimos Dias

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