Na última Conferência Geral, o centésimo apóstolo de nossa dispensação foi chamado. Conheça um pouco sobre cada um dos doze primeiros Apóstolos de nossa época.

Os membros do primeiro Quorum dos Doze foram escolhidos pelas três Testemunhas do Livro de Mórmon, e foram posicionados de acordo com a idade (em parenteses): Thomas B. Marsh (35); David W. Patten (35); Brigham Young (33); Heber C. Kimball (33); Orson Hyde (30); William E. McLellin (29); Parley P. Pratt (27); Luke S. Johnson (27); William B. Smith (23); Orson Pratt (23); John F. Boynton (23); e Lyman S. Johnson (23)

Thomas B. Marsh estava em seu trigésimo quinto ano de vida, mas não completou trinta e cinco até 1º de novembro de 1835. Naquela época, David Patten não sabia sua idade; no entanto, registros subsequentes mostram que ele era, na verdade, mais velho do que Thomas, tendo nascido em 14 de novembro de 1799. Ou seja: ele deveria ser o primeiro entre os doze apóstolos – e tendo a senioridade, teria, portanto, a Presidência do Quorum.

Abaixo um pouco sobre cada um deles:

  1. Thomas Baldwin Marsh – O primeiro Presidente do Quorum dos Doze Apóstolo. Ele é frequentemente lembrado devido a história que o levou a afastar-se da Igreja. O Presidente Thomas S. Monson contou essa história em um Conferência Geral [1]. Thomas deixou que o orgulho e a vaidade tomassem conta de suas decisões, e por causa de uma disputa envolvendo um pouco de nata para fazer queijo, afastou-se dos santos e procurou um magistrado e jurou que os mórmons eram hostis ao Estado do Missouri. Seu testemunho levou à cruel ordem de extermínio decretada pelo Governador Lilburn Boggs, que obrigou 15.000 membros da Igreja a abandonarem suas casas e causou o terrível sofrimento e as mortes que se seguiram. Depois de um período difícil longe da Igreja, ele, Thomas B. Marsh, retornou, arrependido e solicito.
  2. David Wyman Patten – O Elder Patten é conhecido por ser o primeiro apóstolo martirizado da Igreja Restaurada. Ele foi morto em 25 de outubro de 1838 na batalha do rio Crooked em Missouri. A fé de Elder Patten no evangelho era tamanha que certa vez ele declarou ao Profeta Joseph Smith que tinha o desejo de morrer como mártir. “O Profeta, muito emocionado, expressou grande pesar, ‘pois’, disse ele a David, ‘quando um homem com a sua fé pede algo ao Senhor, geralmente recebe o que pediu’.” [2] Em seu funeral, em Far West, dois dias após a batalha, Joseph Smith elogiou-o, dizendo: “Aqui jaz um homem que fez o que disse que faria: deu sua vida pela de seus amigos”. [3] 
  3. Brigham YoungBrigham Young – Conhecido como o Moisés Moderno, Brigham Young é uma das figuras mais importantes da História da Igreja. Aos 43 anos de idade, tornou-se o líder da Igreja, como Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos depois da morte do Profeta Joseph Smith em 27 de junho de 1844. Ele guiou os santos para as Montanhas Rochosas – no maior Êxodo da História Norte Americana. Foi colonizador (estabelecendo mais de 400 colonias no oeste americano) e politico (primeiro Governador de Utah). Seus sermões são cheios de sabedoria e poder – e são relembrados até hoje. Certa vez o Presidente Gordon B. Hinckley contou: “No final de um dia particularmente difícil, olhei para o retrato de Brigham Young que tenho na parede e perguntei: ‘Irmão Brigham, o que devemos fazer?’ Imaginei vê-lo dando seu sorriso característico, como se dissesse: ‘Nos meus dias, tive meus próprios problemas. Não me pergunte o que fazer. Agora é a sua vez. Pergunte ao Senhor, a quem esta obra de fato pertence’. [4] 
  4. Heber Chase Kimball – Tal como o Presidente Young, Heber C. Kimball é uma figura icônica. Ele sempre defendeu o profeta Joseph Smith e cumpriu missões na Europa e durante o êxodo para o oeste. Serviu como conselheiro de seu amigo Brigham Young. Quando Joseph Smith chamou Heber C. Kimball para ser o primeiro missionário na Inglaterra, em 1837, ele disse que era por causa do Espírito ter sussurrado a ele que algo devia ser feito para salvar a Igreja. Mais de doze mil conversos filiaram-se à Igreja nas Ilhas Britânicas de 1837 a 1847. Mais de quatro mil deles foram para Nauvoo em pelo menos trinta e seis grupos. Isso equivale de um terço a um quarto da população de Nauvoo antes do êxodo. Esses conversos levaram espiritualidade, entusiasmo e liderança para a Igreja durante um período crítico. Em 1850, havia mais de trinta mil membros na Inglaterra, e quando a imigração para os Estados Unidos aumentou durante o período pioneiro, assim também o seu impacto na Igreja. 
  5. Orson Hyde – serviu fielmente até que uma “espírito de especulação e apostasia” começou a atacar osa santos e, Kirtland. O Elder Hyde acabou participando dos planos conspiratórios contra o profeta. Enquanto Heber estava sendo designado para sua missão, Orson Hyde entrou na sala. Ao tomar conhecimento do que estava acontecendo, Orson sentiu-se compelido a arrepender-se, pois fora um dos líderes da Igreja envolvidos no espírito de especulação e crítica a Joseph Smith. Ele reconheceu suas faltas, pediu perdão e ofereceu-se para acompanhar Heber em sua missão. O Profeta aceitou seu arrependimento e designou-o para ir à Inglaterra. Porém, alguns anos mais tarde, ele desertou da Igreja junto com Thomas B. March. Orson Hyde foi destituído de seu chamado no Conselho dos Doze. Em 4 de maio de 1839, Orson Hyde foi oficialmente suspenso do exercício de suas funções em seu chamado, até que se encontrasse com uma conferência geral da Igreja e explicasse suas ações. Em 27 de junho, depois de arrepender-se e confessar seu erro, ele voltou a integrar o Quórum dos Doze Apóstolos. “Ele foi chamado para ir a Jerusalém em 1840. Depois de uma árdua e longa jornada, ele dedicou a Terra Santa do alto do monte das Oliveiras, em 24 de outubro de 1841. Por algum tempo, Orson Hyde editou o Millennial Star na Inglaterra e mais tarde o Frontier Guardian em Iowa. Depois de estabelecer-se em Salt Lake City, ele participou dos trabalhos de colonização e no governo do território.” [5] 
  6. William E. McLellin – um erudito, certa vez fez comentários negativos sobre a linguagem e estilo das revelações recebidas por Joseph Smith. “Por esse motivo, o Senhor desafiou os críticos, em uma revelação, a escolherem o “menor” dos mandamentos e fazerem com que o mais sábio dentre eles tentasse escrever melhor. (Ver D&C 67:4–9.) William E. McLellin, professor e recém-converso, presunçosamente aceitou o desafio. O Profeta disse que McLellin, “sendo o mais sábio de todos, em sua própria opinião, tendo mais estudo do que bom senso, empenhou-se em escrever um mandamento semelhante ao menor dos que foram dados pelo Senhor, mas fracassou. É uma enorme responsabilidade escrever em nome do Senhor”. [6] Em 1839 o Irmão McLellin já estava em apostasia, e acabou perdendo dua posição. 
  7. Parley Parker Pratt – A história de conversão do Elder Pratt é uma das mais bonitas [7]. Ele tornou-se um
    dos principais teólogos da Igreja e foi membro do primeiro Quórum dos Doze Apóstolos. Ele realizou diversas missões, inclusive foi chamado para pregar aos lamanitas (D&C 30:5; 32:1–3). Ele foi um grande escritor e  professor – tanto que foi escolhido para presidir e ensinar uma classe de aproximadamente sessenta élderes, que se reunia num bosque frondoso – a Segunda Escola dos Profetas. A missão realizada pelo Élder Parley P. Pratt no Canadá foi um exemplo notável de sucesso missionário. Em abril de 1836, seu colega de apostolado Heber C. Kimball abençoou Parley e profetizou que ele iria a Toronto, onde “encontraria pessoas preparadas para a plenitude do evangelho, e eles te receberão, (…) e será espalhado então daí para as regiões circunvizinhas (…); e a partir dos resultados dessa missão, a plenitude do evangelho será levada para a Inglaterra, fazendo um grande trabalho ser realizado nesse país”. Enquanto Parley estava em Hamilton, a caminho de Toronto, um desconhecido deu-lhe uma carta de apresentação para John Taylor, um pregador leigo metodista de Toronto. Taylor era filiado a um grupo que acreditava que as igrejas existentes não correspondiam com o cristianismo do Novo Testamento. Por dois anos, esse grupo reunia-se várias vezes por semana no intuito de “procurar a verdade, independente de organização sectária”. Em Toronto, o Élder Pratt foi cordialmente recebido pela família Taylor, mas que a princípio não se mostrou muito entusiasmada com sua mensagem. Porém, depois de três semanas, ele batizou John Taylor – futuro Presidente da Igreja. Quando ele retornou ficou temporariamente influenciado pela apostasia em Kirtland contra o Profeta. Porém se arrependeu sinceramente. Ele esteve ao lado do Profeta Joseph Smith em diversas ocasiões – inclusive em prisões. Cumpriu muitas missões pelo mundo e foi um personagem importante na colonização do Oeste Americano. O Elder Pratt foi brutalmente assassinado em Arkansas em 1857.
     
  8. Luke S. Johnson – O Presidente James E. Faust contou a respeito de Luke S. Johnson: “[Ele] foi chamado para o Quórum dos Doze original em 1835. Seu compromisso espiritual enfraqueceu devido a algumas especulações financeiras que fez em 1837. Recordando o passado, ele disse: “Minha mente obscureceu-se e fui deixado sozinho para traçar meu próprio curso. Perdi o Espírito de Deus e negligenciei meu dever; a conseqüência foi que, em uma conferência realizada em Kirtland, em 3 de setembro de 1837, (…) fui desligado da Igreja”. Em dezembro de 1837 ele uniu-se aos apóstatas, denunciou publicamente a Igreja e foi excomungado por apostasia em 1838. Durante oito anos praticou a medicina em Kirtland. Então, em 1846, ele e a família retornaram ao convívio dos santos. Ele disse: “Eu parei à beira do caminho e me mantive à margem do trabalho do Senhor. Mas meu coração está com este povo. Quero associar-me aos santos; acompanhá-los para o deserto e continuar com eles até o final”. Ele foi rebatizado em março de 1846 e seguiu para o oeste com a companhia original de pioneiros em 1847. Faleceu em Salt Lake City em 1861 como membro ativo da Igreja, aos 54 anos de idade.” [8] 
  9. William Smith – Foi politico e editor. Membro do primeiro Quorum dos Doze. Ele era irmão mais novo do Profeta Joseph Smith. Infelizmente ele cedeu ao espírito de apostasia de Kirtland. O Profeta Joseph Smith escreveu o seguinte para seu irmão William Smith, depois que William ficou zangado com ele e o tratou com desprezo: “[Falei com você] com o único propósito de tentar advertir, exortar, admoestar e livrá-lo de cair nas dificuldades e tristezas nas quais previ que você mergulharia, cedendo àquele espírito iníquo, a que você chama de suas paixões, as quais você deveria reprimir, abandonar e vencer; se não fizer isso, a meu ver, nunca poderá ser salvo no Reino de Deus. Deus exige que a vontade de Suas criaturas se renda inteiramente à vontade Dele” [9] Porém, ele não perdeu sua posição nos Doze. Depois que o Profeta foi assassinado William Smith voltou para Nauvoo do leste, ele foi ordenado Patriarca da Igreja em lugar de Hyrum (que também havia sido assassinado). Depois de alguns meses, porém, ele apresentou sua própria reivindicação de ser o líder da Igreja, sendo conseqüentemente excomungado. Depois de uma breve associação com outros apóstatas, William declarou que o filho mais velho de Joseph Smith, por direito de linhagem, deveria herdar a presidência da Igreja e que ele, William, deveria ser seu guardião e presidente até que Joseph III fosse maior de idade.” [10] Essa não era a vontade do Senhor, e William foi excomungado. 
  10. Orson PrattOrson Pratt – missionário, erudito, historiador da Igreja e Apóstolo. Ele era irmão mais novo de Parley P. Pratt. Ele serviu em diversas missões para Igreja e escreveu dezenas de artigos e livros. Seus escritos ajudaram a divulgar a mensagem do evangelho na Inglaterra, durante vários anos. Quando os santos se estabeleceram em Nauvoo foi criada a Universidade da Cidade de Nauvoo. “Orson Pratt era o mais popular dos professores. Ele dava aulas de aritmética, álgebra, geometria, trigonometria, estatística, navegação, geometria analítica, cálculo, filosofia, astronomia e química. Horários irregulares e a falta de um corpo docente que trabalhasse em tempo integral e de um campus fizeram com que a universidade estivesse apenas em seus estágios iniciais quando os santos foram obrigados a partir de Nauvoo. Mesmo assim, um importante precedente foi estabelecido para o envolvimento da Igreja na educação superior que aconteceria no futuro.” [11] Ele, por ter habilidade científica, desenhou um aparelho para calcular a quilometragem dos carrinhos de mãos – que cruzariam os Estados Unidos, e Appleton Harmon, um experiente artesão, construiu-o. Houve um momento em que ele enfraqueceu na fé, mas após se arrepender foi reintegrado ao Quorum dos Doze. 
  11. John Farnham Boynton – “Em agosto de 1837, enquanto Joseph Smith e a maioria do Quórum dos Doze Apóstolos estava fora em missões, Warren Parrish, ex-escrevente do Profeta e funcionário da Kirtland Safety Society, e John Boynton, um membro do Quórum dos Doze, lideraram um grupo armado com pistolas e canivetes, numa tentativa de tomar o templo. Aterrorizadas e apavoradas, muitas pessoas saltaram das janelas do templo. A polícia conseguiu conter os distúrbios e expulsar os homens. Quando o Profeta voltou, esses homens foram desassociados por seus atos. Aqueles que mostraram sincera contrição foram reintegrados. No outono, porém, quando Joseph Smith e Sidney Rigdon partiram para Missouri, surgiram novos problemas. Warren Parrish, John F. Boynton, Luke Johnson e trinta outros cidadãos preeminentes organizaram um grupo chamado o Antigo Padrão ou a Igreja de Cristo. Consideravam-se reformadores, alegando que Joseph Smith era um profeta decaído, que juntamente com outras autoridades da Igreja tinha-se afastado da verdadeira fé. O grupo tentou derrubar a Igreja, tomar o templo e ainda ensinar a maioria das doutrinas da Igreja, mas rejeitando o Livro de Mórmon e desacreditando Joseph Smith e o sacerdócio. Eles encontraram oposição na pessoa de Martin Harris, que apesar de ele próprio estar em apostasia, prestou testemunho de que o Livro de Mórmon era verdadeiro e todos os que o rejeitassem seriam condenados. Como resultado dessa apostasia, cinqüenta líderes da igreja foram excomungados por ordem de Joseph Smith”, inclusive John F. Boynton. [12] Antes de apostar, porém, ele batizou Lorenzo Snow, um futuro Presidente da Igreja. [13] 
  12. Lyman Eugene Johnson – O Presidente James E. Faust contou sobre Lyman Johnson: “No início de nossa dispensação vários dos Doze, lamentavelmente, não permaneceram fiéis ao Profeta Joseph Smith. Um deles foi Lyman E. Johnson, membro do Quórum dos Doze original, que foi excomungado por conduta iníqua. Posteriormente, ele lamentou sua queda espiritual. Ele disse: “Eu daria minha mão direita para acreditar no evangelho novamente. Naquele tempo sentia-me cheio de alegria e contentamento. Meus sonhos eram agradáveis. Quando acordava pela manhã, meu espírito era jovial. Eu era feliz dia e noite, repleto de paz, alegria e gratidão. Mas agora tudo é escuridão, dor, tristeza e tormento extremo. Depois daquela época jamais tive um momento feliz.” 3 Ele morreu em um acidente de trenó em 1856, aos 45 anos de idade.” [14]

 

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NOTAS

[1] “Quando os santos estavam em Far West, no Missouri, Elizabeth Marsh, que era mulher de Thomas, e uma amiga, a irmã Harris, decidiram fazer uma troca de leite entre si para produzirem mais queijo do que conseguiriam normalmente. Para garantir que tudo fosse justo, elas concordaram em não guardar o último leite da ordenha, mas ceder o leite todo, inclusive o do final da ordenha. Esse leite do final da ordenha é o mais gordo, o que tem mais nata.

A irmã Harris cumpriu o acordo, mas a irmã Marsh queria que seu queijo ficasse ainda mais gostoso, e guardava meio litro desse leite mais gordo de cada vaca e mandava o restante para a irmã Harris. Por causa disso as duas brigaram. Já que elas não conseguiram chegar a um acordo, o caso foi levado à apreciação dos mestres familiares. Eles acharam que Elizabeth Marsh era culpada de não cumprir o acordo. Ela e o marido não gostaram dessa decisão e o caso foi levado ao bispo para ser julgado pela Igreja. O tribunal do bispo concluiu que o leite gordo fora indevidamente retido e que a irmã Marsh violara o acordo feito com a irmã Harris.

Thomas Marsh apelou ao sumo conselho e os integrantes desse conselho confirmaram a decisão do bispo. Então ele apelou à Primeira Presidência da Igreja. Joseph Smith e seus conselheiros avaliaram o caso e mantiveram a decisão do sumo conselho.

O Élder Thomas B. Marsh, que tomou o partido da esposa durante todo o processo, foi ficando mais raivoso diante de cada uma dessas decisões. Na verdade, sua raiva foi tanta que procurou um magistrado e jurou que os mórmons eram hostis ao Estado do Missouri. Seu testemunho levou (ou ao menos foi um dos fatores que levou) à cruel ordem de extermínio decretada pelo Governador Lilburn Boggs, que obrigou 15.000 membros da Igreja a abandonarem suas casas e causou o terrível sofrimento e as mortes que se seguiram. Tudo isso aconteceu por causa de uma briga num caso de troca de leite e nata.

Após dezenove anos de rancor e perdas, Thomas B. Marsh foi ao Vale do Lago Salgado e pediu perdão ao Presidente Brigham Young. O irmão Marsh também escreveu a Heber C. Kimball, Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência, contando a lição que aprendera. O irmão Marsh disse: “O Senhor poderia prosperar sem mim e Ele (…) nada perdeu com minha saída de Suas fileiras; mas, oh, quanto perdi! Riquezas, riquezas maiores do que este mundo ou muitos planetas como este poderiam proporcionar” (“Amansa teu temperamento“, Conferência Geral outubro de 2009)

[2] Lycurgus A. Wilson, Life of David W. Patten (A Vida de David W. Patten ) (Salt Lake City: Deseret News, 1900), p. 58.

[3] History of the Church, 3:175.

[4] “Um Estandarte para as Nações, uma Luz para o Mundo”, A Liahona, novembro de 2003, p. 82.

[5] História da Igreja na Plenitude dos Tempos, pg. 235

[6] História da Igreja na Plenitude dos Tempos, pg. 119

[7] “Parley P. Pratt, de Nova York, também se converteu naquele verão, aos vinte e três anos de idade. Parley havia fixado residência no deserto do nordeste de Ohio, onde filiou-se a um grupo de restauradores (discípulos ou Campbellistas) liderados por Sidney Rigdon.

No verão de 1830, quando Parley atravessava o Estado de Nova York, viajando pelo canal, para visitar parentes, o Espírito inspirou-o a dizer à esposa, Thankful, que prosseguisse viagem enquanto ele visitava a vila de Newark, perto de Palmyra, a fim de pregar suas idéias religiosas. Um diácono da igreja batista contou-lhe sobre o Livro de Mórmon e deixou que o lesse. Parley leu avidamente a folha de rosto e o depoimento das testemunhas e em seguida começou a ler o livro. Ele relata:

“Li o dia inteiro; comer era um fardo, não tinha o menor apetite; à noite, dormir era um sacrifício, pois preferia ler.
Enquanto lia, senti o Espírito do Senhor comigo e soube que o livro era verdadeiro, de modo tão claro e evidente como um homem sabe que está vivo. Meu júbilo tornou-se então completo e minha alegria foi suficiente para compensar todas as tristezas, sacrifícios e lutas de minha vida. Decidi conhecer o jovem que fora o instrumento da descoberta e tradução daquele livro. Visitei a vila de Palmyra e perguntei onde ficava a casa do Sr. Joseph Smith. Ela situava-se a cerca de quatro a seis quilômetros da vila. Ao aproximar-me da casa, no fim da tarde, passei por um homem que estava conduzindo algumas vacas (…). Era Hyrum Smith. Contei-lhe a respeito de meu interesse pelo Livro de Mórmon e meu desejo de saber mais a respeito dele. Convidou-me para entrar em sua casa (…) e conversamos quase toda a noite, quando então relatei muitas de minhas experiências na busca da verdade e o que conseguira até então. Disse-lhe também que sentia estar faltando um sacerdócio, ou apostolado, devidamente comissionado pelo Senhor para ministrar as ordenanças de Deus.” (História da Igreja na Plenitude dos Tempos, pg. 75)

[8] “Chamados e Escolhidos“, Conferência Geral Outubro de 2005.

[9] History of the Church, volume 2, p. 342; de uma carta de Joseph Smith para William Smith, 18 de dezembro de 1835, Kirtland, Ohio.

[10] História da Igreja na Plenitude dos Tempos, pg. 295

[11] História da Igreja na Plenitude dos Tempos, pg. 246

[12] História da Igreja na Plenitude dos Tempos, pg. 176-177

[13] “Vida e Ministério de Lorenzo Snow“, Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Lorenzo Snow.

[14]  Idem a Nota 8