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Princípios de Organização

Organização - Conferência geral - apoio das autoridades gerais

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tem, ao longo das décadas, tornado-se uma organização ampla e pronta a atender aos propósitos do Plano de Salvação do Pai Celestial e aos anseios dos filhos do Pai Celestial, que o buscam, em cada época. A estrutura organizacional da Igreja é ajustada, de tempos em tempos, para proporcionar aos seus membros, que estes possam adequar-se aos ensinamentos de Jesus Cristo, realizar as ordenanças necessárias à salvação e exaltação e conduzir-se retamente “perseverando até o fim”.

Seis princípios básicos podem ser inferidos a partir das revelações que moldaram a organização histórica e contemporânea da Igreja.

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O primeiro é o princípio orientador das funções da Igreja no contexto do plano eterno de Deus.

Os Santos dos Últimos Dias acreditam que a obra e a glória de Deus é “levar a efeito a imortalidade e a vida eterna” da humanidade (Moisés 1:39). A Igreja tem o objetivo de proporcionar os meios espirituais e físicos para que este propósito seja alcançado de forma plena. Assim, a missão da Igreja pode ser descrita como de tripla ação:

1 – Proclamar o evangelho de Jesus Cristo a toda nação, tribo, língua e povo;

2 – Aperfeiçoar os santos, preparando-os para receber o ordenanças do evangelho e, por instrução e disciplina, ganhar a exaltação;

3 – Redimir os mortos, realizando ordenanças vicárias nos Templos.

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O segundo princípio estabelece o sacerdócio de Deus como autoridade organizadora da Igreja.

A Igreja tem uma rígida hierarquia e a autoridade é exercida através das chaves do sacerdócio, que determinam quem preside a Igreja e quem dirige os seus assuntos em cada nível organizacional. O Presidente da Igreja é a única pessoa na Terra autorizada a exercer todas as chaves do sacerdócio. Porém, ele delega estas chaves a indivíduos quando são chamados e “separados” para posições específicas de liderança do sacerdócio, dando a cada um as chaves necessárias ao exercício da sua responsabiidade. Todos os membros do Quórum dos Doze possuem a totalidade das chaves, não sendo, porém, autorizados a usá-las em sua totalidade.

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O terceiro é o princípio das presidências e conselhos.

Presidentes, uma vez que detêm as chaves do sacerdócio e têm direito aos poderes da presidência, possuem a autoridade da tomada de decisão final para suas mordomias. No entanto, todos os presidentes são instruídos a se reunir em presidências e conselhos para conhecer os vários pontos de vista e buscar a decisão unânime do conselho. O mesmo padrão é observado nas presidências das organizações auxiliares, embora as chaves do sacerdócio não estejam envolvidas.

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O quarto é a lei do comum acordo.

Os líderes da Igreja são selecionados por meio de revelação por aqueles que têm autoridade. Antes que os novos líderes possam servir, eles devem receber um voto de apoio formal dos membros a quem vai servir ou sobre quem irá presidir. Quando os membros da Igreja votam em apoio aos líderes, eles se comprometem a apoiar estes líderes no cumprimento das suas várias mordomias. O voto de apoio não se constitui em uma eleição.

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O quinto é o princípio da gestão ordenada.

A organização da Igreja segue as políticas e procedimentos prescritos, os quais são definidos no Manual de Instruções da Igreja e em vários outros manuais e diretrizes de programas específicos. Há um padrão para a realização de ordenações, ordenanças, reuniões, chamados, manutenção de registros e relatórios, controle de finanças, e manutenção da disciplina da Igreja. Esta prática tem evitado que haja diferenciações administrativas na Igreja, tornando a organização intacta mesmo após um vertiginoso crescimento mundial.

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O sexto princípio é o caráter mutável da organização da Igreja.

A influência dos primeiros cinco princípios organizadores pode ser vista em todos os níveis organizacionais, tanto de ordem eclesiástica como do sistema de apoio administrativo da Igreja. Porém, mesmo com toda a rigidez hierárquica e administrativa, a Igreja tem a necessidade de adequar sua organização às demandas do crescimento internacional que vive. Novas organizações auxiliares e novos níveis de representação geográfica (por exemplo, região e área) foram adicionados desde que as revelações originais foram recebidas. Na realidade, podemos dizer que a organização da Igreja é um produto tanto da constância quanto da mudança.

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