Despedimo-nos recentemente de dois poderosos servos do Senhor Jesus Cristo: Presidente Boyd K. Packer, Elder L. Tom Perry e Elder Richard G. Scott.  Eles serviram por muitos anos como membros do Quórum dos Doze Apóstolos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Agora, devido a esses falecimentos, três vagas estão abertas no mais alto corpo governante da Igreja, depois da Primeira Presidência.

Normalmente os novos apóstolos são chamados apenas algumas horas antes da Conferência Geral (que ocorre duas vezes por ano – em abril e outubro), pelo próprio Presidente da Igreja. Esses chamados são precedidos por revelações do Senhor Jesus Cristo à Seu profeta-presidente.

Saiba como é chamado um novo apóstolo clicando aqui.

Algumas pessoas gostam de especular quem será chamado. Mas realmente não é sábio emitir uma opinião a este respeito, pelos seguintes motivos:

6 RAZÕES PARA NÃO ESPECULAR:

Primeira

A prerrogativas de chamar um novo apóstolo, como eu já disse, é do Presidente da Igreja – e cabe a ele buscar a revelação para saber quem o Senhor preordenou para este ofício sagrado. Se o Senhor revelar isso para você – ou qualquer outro (inclusive o próprio que será chamado) deve-se manter sigilo, até que a comunicação do encargo chegue pelo canal do sacerdócio.

Segunda

Embora vários dos Apóstolos atuais tenham, antes de seu chamado, sido “treinados” por muitos anos como Presidentes dos Setenta, membros do Bispado Presidente ou membros do Primeiro e Segundo Quórum dos Setenta – as estatísticas nem sempre acertam. Por exemplo: Elder David A. Bednar e Dallin H. Oaks não serviram como Setentas Autoridades-Gerais.

Terceira

Um apóstolo não representa uma nação ou um continente. Algumas pessoas supõem que será chamado um apóstolo africano ou latino – ou ainda um oriental. Mas a etnia, cultura e formação não são levadas em consideração neste caso. O que é levado em consideração é o testemunho e a preordenarão. O Senhor já escolheu seus novos apóstolos – e isso será revelado oportunamente para o Presidente da Igreja – e depois, para o mundo.

Quarta

Especular quanto ao chamado de um apóstolo abre brecha para o erro e pecado. Claro, podemos fazer brincadeiras! Você já deve ter “apostado” para onde um amigo seria chamado para servir como missionário de tempo-integral, ou dado um tapinha nas costas de um irmão da Igreja e sussurrado que ele seria o próximo bispo. Mas quando esse tipo de brincadeira se torna leviana – “o muito riso” (D&C 59:15) se transforma rapidamente em pecado – pois os chamados no Reino de Deus são sagrados – e o que vem de cima deve ser mencionado com cuidado e por indução do Espírito (D&C 63:64).

Quinta

Os pensamentos do Senhor não são os nossos pensamentos (Isaías 55:8). Podemos concordar que o novo apóstolo será um homem portador do Sacerdócio de Melquisedeque, casado e digno de portar uma recomendação do templo. Mas fica difícil dizer qual idade ele terá, qual será sua nacionalidade e experiência profissional. Talvez nos surpreendamos com a sabedoria de Deus ao chamar alguém que mal cogitávamos ou conhecíamos!

Sexta

Um apóstolo é uma testemunha especial de Jesus Cristo. É um líder que influenciará muito a Igreja e seus membros – e o mundo todo. A ansiosidade que precede esse chamado pode fazer alguns membros tropeçarem e até se revoltarem quando o chamado for feito! Portanto, é sábio deixar os assuntos que fogem de nossa responsabilidade com o Senhor.

Embora não devamos especular quem especificamente ocupará as vagas abertas no Quórum dos Doze, podemos nos regozijar em saber que o Senhor conduz pessoalmente sua Obra e controla todas as coisas. E podemos orar pelo Presidente da Igreja, para que ele seja guiado e abençoado no encargo de transmitir o chamado do Senhor para que novos irmãos deixem as suas redes e sigam o Senhor Jesus Cristo (Marcos 1:18) de maneira mais íntima e pessoal.