Origem do Carnaval

O Carnaval é a mais popular festa brasileira. Porém, o Carnaval não é uma invenção de nosso país. A História do Carnaval remonta à Antiguidade, tanto na Mesopotâmia quanto na Grécia e em Roma.

“Carnaval” vem do latim, carnis levale – que significa retirar a carne. “O significado está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa da Igreja Católica de enquadrar uma festa pagã.” [1]

Acredita-se que a origem do Carnaval remonte as saceias – festas da antiga Babilônia, onde o prisioneiro assumia durante alguns dias a figura do rei, vestindo-se como ele, alimentando-se da mesma forma e dormindo com suas esposas. Porém, no final, o prisioneiro era chicoteado, enforcado ou empalado.

“As associações entre o carnaval e as orgias podem ainda se relacionar às festas de origem greco-romana, como os bacanais (festas dionisíacas, para os gregos). Seriam festas dedicadas ao deus do vinho, Baco (ou Dionísio, para os gregos), marcadas pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne.

Havia ainda em Roma as Saturnálias e as Lupercálias. As primeiras ocorriam no solstício de inverno, em dezembro, e as segundas, em fevereiro, que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações. Tais festas duravam dias com comidas, bebidas e danças. Os papeis sociais também eram invertidos temporariamente, com os escravos colocando-se nos locais de seus senhores, e estes colocando-se no papel de escravos.

Mas tais festas eram pagãs. Com o fortalecimento de seu poder, a Igreja [Católica] não via com bons olhos as festas. Nessa concepção do cristianismo, havia a crítica da inversão das posições sociais, pois, para a Igreja, ao inverter os papéis de cada um na sociedade, invertia-se também a relação entre Deus e o demônio.” [2]

“A variação da data do Carnaval no calendário se deve justamente à ligação direta com a Páscoa – que, no hemisfério sul, sempre acontece no primeiro domingo após a primeira lua cheia do outono. Determinada a data do feriado cristão, basta retroceder 46 dias no calendário (40 da Quaresma mais seis da Semana Santa) para se chegar à Quarta-Feira de Cinzas. A comemoração do Carnaval adquiriu diferentes formas nos países católicos que mantiveram a celebração. No Brasil, foi grande a influência do “entrudo”, uma folia feita em Portugal, onde eram comuns as brincadeiras com água.” [3]

Os padrões do viver cristão

O Senhor deu padrões de comportamento baseados em princípios e mandamentos que visam nossa felicidade eterna. Ele pede que sejamos castos, virtuosos, modestos, caridosos e fervorosos (13º Regra de Fé)

coisas edificantes para fazer durante o carnaval

Como membros a Igreja de Cristo não participamos do Carnaval, pois atenta contra a Palavra de Deus: “Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito” (Romanos 8.5-8). “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1 Coríntios 6.20).

Paulo, falando algo que se aplica a nós nesta festividade, também disse:

“Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. 

Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele? Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. Ninguém busque o proveito próprio; antes cada um o que é de outrem.” (1 Coríntios 10:20-24)

o evangelho

Certamente existem pessoas bem intencionadas que participam do Carnaval procurando se divertir com os amigos de modo pacifico. Porém a “inversão” dos valores morais não é aprovado por Deus (2 Néfi 27:27). Paulo se referiu (acima) a alguns costumes dos “gentios” que louvavam os demônios e não Deus. Quando participamos do Carnaval sujeitamo-nos ao “cálice do demônio”. embora seja lícito participar, se quisermos – pois temos o arbítrio – isso não convém aos discípulo de Cristo, pois o Carnaval não edifica.

Veja, a boa música, a festa, as cores, a dança, a alegria – se tornam ruins quando a castidade e a virtude são atacadas e violadas. O Carnaval valoriza o egoísmo e a gratificação carnal. O Élder Claudio M Costa, Presidente de Área do Brasil disse certa vez que o Carnaval é um “feriado que se transformou em quatro dias de festividade desregrada”

O recato e a simplicidade são derrubados pela pompa e luxuria. Brigham Young disse:

“Um coração simples e sincero vale mais para o Senhor do que toda a pompa, orgulho, esplendor e eloquência produzida pelos homens. Quando Ele olha para um coração repleto de sinceridade, integridade e que tem a simplicidade de uma criança, vê um princípio que perdurará para sempre. “Eis o espírito de Meu próprio reino, o espírito que dei a Meus filhos”. [4]

O carnaval destoa deste ensinamento. Joseph Smith foi direto:

“Não invejem as roupas finas e a efêmera pompa dos pecadores, porque eles estão em situação miserável; mas o quanto puderem, tenham misericórdia deles, porque em breve Deus os destruirá, caso não se arrependam e voltem para Ele.” [5]

Outro problema desta festa é o uso de máscaras. O Élder Quentin L. Cook afirmou:

“Haverá uma grande pressão sobre cada um de vocês para que representem um personagem — até mesmo que usem uma máscara — e se tornem alguém que não reflete realmente quem vocês são ou quem querem ser. (…) Os justos não precisam usar máscaras para ocultar sua identidade.” [6]

Evidentemente Élder Cook não apenas falava do uso de uma máscara como parte de uma fantasia, mas na transformação que pode sobrevir a cada um de nós, ao cedermos a pressão de tradições de homens e tentações de Satanás. Precisamos ser íntegros. O Carnaval dá uma “licença” para pecar. E isso não é aprovado por Deus, que exige fidelidade absoluta. Como Jó disse: “Até que eu expire, nunca apartarei de mim a minha integridade” (Jó 27:5).

Por fim, a citação do Presidente Russell M. Nelson se encaixa: “O mal, o erro e as trevas nunca serão a verdade, mesmo que sejam populares. Uma advertência das escrituras declara o seguinte: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas”.

Depois da Primeira Guerra Mundial, uma canção meio indecente se tornou muito popular. Ao promover a imoralidade, ela afirmava que 50 milhões de pessoas não podiam estar erradas. Mas, na verdade, 50 milhões de pessoas podem estar erradas, sim — totalmente erradas. A imoralidade ainda é imoralidade à vista de Deus, que um dia vai julgar todas as nossas ações e nossos desejos.” [7]

Que compreendamos esses princípios!

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NOTAS

[1] “A História do Carnaval e suas origens” Brasil Escola.

[2] Idem a Nota anterior

[3] “Qual é a origem do Carnaval?” Mundo Estranho

[4]  DBY, p. 169

[5] History of the Church, volume 4, pp. 606–607; tirado de um discurso proferido por Joseph Smith em 28 de abril de 1842, em Nauvoo, Illinois; relatado por Eliza R. Snow; ver também apêndice, página 562, item 3.

[6] “Não usem Máscaras” Artigos, Jovens – lds.org

[7] “Deixem sua Fé Transparecer“, Conferência Geral abril de 2014