atração pro pessoas do mesmo sexo e os profetasOs profetas e Apóstolos do Senhor Jesus Cristo, que são os líderes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias falaram bastante sobre as questões de gênero e identidade sexual. Abaixo listamos cinco considerações a respeito:

IDENTIDADE SEXUAL. A Primeira Presidência e o Quorum dos Doze afirmaram: “Todos os seres humanos—homem e mulher—foram criados à imagem de Deus. Cada indivíduo é um filho (ou filha) gerado em espírito por pais celestiais que o amam e, como tal, possui natureza e destino divinos. O sexo (masculino ou feminino) é uma característica essencial da identidade e do propósito pré-mortal, mortal e eterno de cada um.” (“Família: Proclamação ao mundo“)

POSIÇÃO DA IGREJA. O Presidente Gordon B. Hinckley disse: “As pessoas nos perguntam sobre nossa posição em relação aos que se consideram homossexuais. Respondo dizendo que os amamos como filhos e filhas de Deus. Eles talvez tenham certas inclinações que sejam fortes e difíceis de controlar. A maioria das pessoas tem um ou outro tipo de inclinação em diversos momentos. Se eles não se deixarem levar por essas tendências, poderão viver como todos os membros da Igreja. Caso violem a lei da castidade e os padrões morais da Igreja, estarão sujeitos à ação disciplinar da Igreja, assim como todos os demais.” (A Liahona, janeiro de 1999, p. 83).

ATRAÇÃO POR PESSOAS DO MESMO SEXO. O Elder Holland contou uma experiência que teve: “Um simpático rapaz com pouco mais de 20 anos sentou-se à minha frente. Tinha um sorriso gentil, embora não tivesse sorrido muito durante nossa conversa. O que mais me chamou a atenção foi a dor que exprimia no olhar. “Não sei se devo continuar sendo membro da Igreja”, disse ele. “Não acho que seja digno.” “Por que você não seria digno”? perguntei. “Eu sou gay.” Suponho que ele achou que eu ficaria chocado. Não fiquei. “E…?” continuei. Um lampejo de alívio invadiu-lhe o rosto quando sentiu minha sincera compreensão. “Não me sinto atraído por mulheres. Sinto-me atraído por homens. Tentei deixar de lado esses sentimentos ou mudá-los, mas…” Ele suspirou. “Por que sou assim? Meus sentimentos são muito reais.” Fiz uma pausa e então lhe disse: “Preciso de um pouco mais de informações, antes de aconselhá-lo. Sabe, a atração pelo mesmo sexo não é um pecado, mas a ação relacionada a esses sentimentos é, bem como a relacionada aos sentimentos heterossexuais. Você transgride a lei da castidade?” Ele sacudiu a cabeça. “Não, não transgrido.” Dessa vez, quem suspirou com alívio fui eu. “Obrigado por querer enfrentar esse problema”, disse-lhe eu. “É preciso ter coragem para tocar nesse assunto, e felicito-o por manter-se íntegro. Quanto à razão de sentir-se assim, não posso responder a essa pergunta. Vários fatores podem estar envolvidos, e eles são tão diferentes quanto são diferentes as pessoas. Algumas coisas, inclusive a causa de seus sentimentos, talvez nunca venhamos a saber nesta vida. Mas, saber por que se sente assim não é tão importante quanto saber que você não transgrediu. Se sua vida está em harmonia com os mandamentos, então você é digno de servir na Igreja, gozar da comunhão plena com os membros, frequentar o templo e receber todas as bênçãos da Expiação do Salvador”. Ele se sentou mais ereto na cadeira. Eu continuei: “Você se subestima, ao identificar-se principalmente pelos sentimentos sexuais. Essa não é sua única característica; portanto, não dê a ela uma atenção excessiva. Você é, em primeiro lugar e antes de tudo, um filho de Deus, e Ele o ama.” (A Liahona, outubro de 2007)

CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO. O Elder Dallin H. Oaks enfatizou: “As leis que legalizam o assim chamado “casamento entre pessoas do mesmo sexo” não alteram a lei de Deus sobre o casamento ou Seus mandamentos e nossos padrões a esse respeito. Permanecemos sob o convênio de amar a Deus e guardar Seus mandamentos e de nos abster de servir a outros deuses e a outras prioridades — mesmo àqueles que estão se tornando cada vez mais populares em nossa época e no lugar em que moramos.” (Conferência Geral outubro de 2013)

AJUDA E EXPIAÇÃO. O Elder Dallin H. Oaks comaprtilhou o seguinte: “Um homem escreveu a uma autoridade geral sobre como o poder da Expiação o ajudou com seu problema de atração pelo mesmo sexo. Depois de ser excomungado por sérias transgressões que violavam os convênios do templo e as responsabilidades para com os filhos, ele precisava escolher entre tentar viver o evangelho e continuar num curso contrário a seus ensinamentos. “Eu sabia que seria difícil”, escreveu ele, “mas nem tinha idéia do quanto sofreria.” Sua carta descreve a sensação de vazio, a solidão e a indescritível dor que ele sentiu no fundo da alma ao empenhar-se para voltar. Ele orou com fervor para ser perdoado, não raro por horas a fio. Foi fortalecido pela leitura das escrituras, pela companhia de um bispo amoroso e pelas bênçãos do sacerdócio. Mas o que finalmente fez a diferença foi o auxílio do Salvador. Esse homem explicou: “Foi apenas por meio Dele e da Sua Expiação. (…) Agora sinto uma gratidão incomensurável. Minhas dores por vezes eram maiores do que eu podia suportar, mas insignificantes se comparadas ao que Ele sofreu. Onde antes havia trevas na minha vida, agora há amor e gratidão.” E concluiu: “Alguns afirmam que é possível mudar e que a terapia é a única solução. Eles têm profundo conhecimento do assunto e muito a oferecer aos que estão sofrendo (…), mas preocupo-me quando se esquecem de envolver o Pai Celestial no processo. Se houver mudança, será segundo a vontade de Deus. Preocupo-me também ao ver que muitas pessoas ficam obcecadas com as causas da [atração pelo mesmo sexo]. (…) Não vejo necessidade em determinar por que tenho [esse problema]. Não sei se nasci com ele ou se houve a contribuição de fatores externos. O fato é que tenho essa dificuldade a enfrentar na minha vida e o que importa é o que farei de agora em diante” (carta de 25 de março de 2006). (Conferência Geral Outubro de 2006)

 

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CITAÇÕES ADICIONAIS

PESSOAS DIFERENTES. “[Alguns] membros da Igreja (…) se debatem com sentimentos de atração por pessoas do mesmo sexo (…). Mesmo sendo dignos, os membros cuja vida não se encaixa no ideal e que por isso são considerados diferentes costumam sentir-se inferiores e culpados. Esses sentimentos se exacerbam quando os irmãos e as irmãs da Igreja deixam de ser atenciosos e sensíveis com essas pessoas como deveriam ser. (…) Ao tentarmos lidar com essas situações delicadas, é importante reconhecer que a solução não é eliminar nem mesmo rebaixar o ideal. Os profetas e os apóstolos sempre tiveram o dever de nos ensinar e incentivar a lutar pelo ideal. É o que fazia o Salvador. Seu mandamento foi “Sede vós pois perfeitos” (Mateus 5:48), não somente “Tende um bom dia”. (…) Também é proveitoso recordar que, ao ensinar o ideal, o Salvador reconheceu que nem sempre o ideal é algo que pode ser alcançado imediatamente. (…) Podemos encontrar grande consolo na capacidade que Cristo tem de identificar-Se com nossas próprias experiências pessoais — uma característica conhecida como empatia. O registro do ministério de Cristo está repleto de demonstrações de empatia e bondade para com as pessoas que eram diferentes.” (“As pessoas Diferentes“, Élder Marlin K. Jensen, dos Setenta)

 

AJUDA DE UMA MÃE. “Falarei de um rapaz que foi dignamente para o campo missionário, mas, por escolha própria, voltou para casa mais cedo devido à atração por pessoas do mesmo sexo e a um trauma que ele sofreu a esse respeito. Ainda era digno, mas sua fé estava em um nível crítico, seu fardo emocional ia se tornando cada vez mais pesado e seu sofrimento espiritual era cada vez mais profundo. Seu estado de espírito alternava entre mágoa, confusão, raiva e consternação.

Seu presidente de missão, seu presidente de estaca e seu bispo passaram inúmeras horas com ele, conversando, chorando e abençoando-o. Porém, grande parte de sua mágoa era tão pessoal que ele conservava ao menos parte dela fora do alcance deles. O querido pai nessa história dedicou-se completamente a ajudar aquele filho, mas as exigências de seu emprego fizeram com que frequentemente o longo período de escuridão e tribulação fosse enfrentado apenas pelo rapaz e pela mãe. Dia e noite, primeiro por semanas, depois por meses que se transformaram em anos, eles procuraram ajuda juntos. Em períodos de amargura (principalmente dele, mas às vezes dela também) e de medo interminável (na maioria das vezes dela, mas às vezes dele também), ela suportou as dores do filho — aí está novamente essa bela e intensa palavra. Prestou seu testemunho do poder de Deus, de Sua Igreja, mas especialmente do amor Dele por esse filho. Do mesmo modo, ela testificou sobre seu amor eterno e ilimitado por ele. Para juntar aqueles dois pilares absolutamente essenciais de sua própria existência — o evangelho de Jesus Cristo e sua família —, ela derramou a alma em intermináveis orações. Ela jejuou e chorou, chorou e jejuou. Em seguida, ouviu esse filho repetidas vezes dizer-lhe como seu coração estava partido. Assim, ela o carregou — novamente — só que dessa vez não por nove meses. Dessa vez, ela achou que essa luta em meio ao destroçado cenário do desespero dele não teria fim.

Mas, com a graça de Deus, com sua própria tenacidade e com a ajuda de muitos líderes da Igreja, amigos, familiares e profissionais, aquela mãe persistente viu seu filho retornar para a terra prometida. Com tristeza, reconhecemos que essa bênção não vem, ou ao menos ainda não veio, a todos os pais que se angustiam com uma ampla variedade de situações em que seus filhos se encontram, mas havia esperança ali. E a orientação sexual daquele filho não mudou milagrosamente — ninguém supôs que mudaria. Mas, pouco a pouco, o coração dele mudou.

Ele começou a voltar para a Igreja. Decidiu tomar o sacramento com real intenção e com dignidade. Recebeu novamente uma recomendação para o templo e aceitou o chamado para servir como professor do Seminário matutino, sendo maravilhosamente bem-sucedido nesse cargo. E agora, depois de cinco anos, por sua própria vontade e com o auxílio considerável da Igreja, ele retornou ao campo missionário para completar seu serviço ao Senhor. Chorei por causa da coragem, da integridade e da determinação desse jovem e de sua família para encontrar uma solução e ajudá-lo a manter sua fé. Ele sabe que deve muito a muitas pessoas, mas sabe que deve muito mais a duas figuras messiânicas em sua vida, que o sustentaram e o carregaram, trabalharam com ele e o livraram — seu Salvador, o Senhor Jesus Cristo, e sua determinada, redentora e absolutamente santa mãe.” (“Eis ai tua mãe“, Jeffrey R. Holland, Conferência Geral, outubro de 2015)