Ocorreu a pouco (11h, do dia 02/12/2015) uma sessão solene que reuniu líderes religiosos, autoridades governamentais, elder pinhoentidades e representantes do setor empresarial para discutir os desafios e enfatizar a manutenção da paz e da liberdade religiosa.

O presidente da frente parlamentar, é o deputado Moroni Torgan (DEM-CE), que é membro da Igreja e Setenta de Área.

No evento foram discutidos casos de atentados contra à liberdade religiosa. Também foram abordados possíveis projetos de lei que visem à inibição desses atos contrários ao direito da religiosidade. dra damaris na camara“O objetivo desta Frente Parlamentar é garantir a liberdade do exercício religioso assim como assegurar a cada cidadão o direito ao livre exercício aos cultos religiosos e a proteção aos locais sagrados e de suas liturgias e propor alternativas para resoluções de problemas relacionados à liberdade e esses entraves no exercício religioso”, afirma Moroni Torgan.

O evento, que contou com a presença de representantes de diferentes religiões, entidades religiosas e empresariais, ateus agnósticos, além do público interessado. Foi organizado pela Associação pela Liberdade Religiosa e Negócios (ALRN) – cujo presidente no Brasil é o irmão Ricardo Cerqueira Leite (recém-chamado como presidente de missão); a Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania (ABLIRC) – na pessoa do presidente Samuel Luz; e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional São Paulo – representada pela Presidente da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa/OAB-SP, Damaris Moura Kuo.

sessão soleneA sessão começou com a fala do Deputado Morôni Torgan, que usou o slogan da Frente Parlamentar: “Não basta acreditar, é preciso respeitar!”. Seguiu-se a fala de diversos deputados e representantes religiosos. O Pastor Hélio, da Igreja Adventista do Sétimo Dia e secretário da IRLA (uma das maiores entidades do mundo que protegem a Liberdade Religosa) disse que respeitar a liberdade religiosa é respeitar o direito à vida.

O Pastor Fabricio Correa conclamou todos a se unir para promover uma cultura de fé e respeito.

padreA Dr.a Damaris Moura Kuo citou três casos recentes de atentados contra à liberdade religiosa: incêndio em um terreiro de umbanda em Brasília; a demissão inconstitucional de um empregado (que trabalhou duas décadas na empresa) – mas que foi demitido por mudar de religião; e o tratamento desumano que uma muçulmana vem sofrendo em São Paulo após os atentados em Paris. Todos estes casos, disse a Dra. Damaris, são exemplos de violação ao Direito de Liberdade Religiosa – que só poderia ser limitado para proteger à saúde, à segurança e à ordem publica.

O líder mulculmano Abel Hamid falou em árabe, com ajuda de tradutor. Ele disse que ninguém pode acusar a religião Islã de ser violente, já que eles pregam a paz. Ele afirmou que terroristas não são muçulmanos, e muçulmanos não são terroristas. Outro muçulmanos que falou a seguir acrescentou que o Alcorão Sagrado não impõem religião as pessoas – e disse que o Estado Islâmico não representa sua fé.

Pessoas de outras denominações – católicos, evangélicos e umbandistas – até representantes de movimentos minoritários como Wicca -tiveram oportundiade de se expressar.

O Elder Pinho, Setenta de Área, representando a Igreja, afirmou ser vital defender a liberdade religiosa para mantermos a segurança da nação. Exortou todos a desenvolver o respeito pela crença alheia.

O evento foi transmitido ao vivo pela Tv Câmara e pela internet. Haverá uma retransmissão no dia 05/12, sábado próximo, às 10h. O vídeo da sessão ficará disponível na internet no site da Câmara dos Deputados.